Libertadores Feminina: Cruzeiro Estreia com Desafios Enquanto Palmeiras Busca o Bicampeonato

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© Gustavo Martins/Cruzeiro

O cenário do futebol sul-americano feminino ferve com o início da Copa Conmebol Libertadores. O Brasil, potência incontestável na modalidade, marca presença com duas equipes que protagonizam narrativas distintas: o Cruzeiro, em sua estreia histórica, e o Palmeiras, campeão em 2022, que já demonstra sua força em busca do bicampeonato. A competição, que acontece em Quito, no Equador, promete grandes emoções e confrontos decisivos desde as primeiras rodadas.

Cruzeiro Faz História em sua Estreia na Libertadores Feminina

Pela primeira vez em sua história, o Cruzeiro disputa a versão feminina do principal torneio do continente, um feito notável para o clube que já ostenta dois títulos masculinos da competição. A equipe mineira, conhecida como Cabulosas, inicia sua jornada nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), enfrentando a LDU no Estádio Casa Blanca, em Quito, palco dos jogos da equipe equatoriana. O Grupo C ainda conta com a presença de Bolívar, da Bolívia, e Olimpia, do Paraguai. A Raposa garantiu sua vaga na Libertadores após o vice-campeonato brasileiro do ano passado.

Apesar do momento histórico, o Cruzeiro enfrenta um quadro de desfalques significativos. Jogadoras-chave como as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares, e as atacantes Ravenna e Millene, todas figuras regulares sob o comando do técnico Jonas Urias, estão em recuperação de lesões no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho. A mais recente baixa foi a goleira Cláudia, com uma lesão na coxa direita, o que levou à rápida contratação de Taluane, vinda do América-MG, para integrar a lista final da Conmebol. Camila Rodrigues, que iniciou a temporada como titular, deve ser a primeira opção para o gol.

Em contraste com as baixas, o elenco celeste celebra o retorno da atacante Letícia Ferreira, recuperada de uma cirurgia no ombro direito que a afastou dos gramados por dois meses. A jogadora, artilheira do Cruzeiro na temporada de 2025 com 27 gols, representa um importante reforço para o poder ofensivo da equipe neste momento crucial.

- Anúncio -
Ad image

A Força Brasileira no Cenário Continental e a Representatividade Mineira

A participação do Cruzeiro eleva para 15 o número de clubes brasileiros a competirem na Libertadores Feminina, em 18 edições do torneio. Essa representatividade é reflexo da dominância brasileira na competição, que já viu cinco equipes do país erguerem a taça. O Corinthians se destaca como o maior vencedor, com seis títulos (incluindo um em parceria com o Audax), seguido por São José (três), Santos e Ferroviária (dois cada), e Palmeiras (um).

O futebol paulista lidera em número de representantes, com oito clubes (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). Com a estreia do Cruzeiro, Minas Gerais passa a integrar a lista de estados com participação na Libertadores Feminina, marcando um avanço importante para o desenvolvimento da modalidade na região. Além de São Paulo e Minas Gerais, outros seis estados já tiveram equipes na disputa: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Foz Cataratas (2012) e Iranduba (2018) chegaram a ser vice-campeões, consolidando a presença brasileira nas finais.

Palmeiras Inicia Jornada em Busca do Bicampeonato

O Palmeiras, campeão em 2022, estreou com o pé direito na edição atual da Libertadores Feminina. As Palestrinas garantiram uma vitória apertada de 1 a 0 sobre o Universitario, do Peru, na noite de quinta-feira (15), no Estádio Banco Guayaquil. Com este resultado, o Verdão assume a liderança do Grupo B e se prepara para o próximo desafio no domingo (18), quando enfrentará o Belgrano, da Argentina, novamente no Banco Guayaquil. No mesmo grupo, o Belgrano e o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle, empataram em 1 a 1 na rodada de abertura, somando um ponto cada.

A técnica Rosana Augusto optou por preservar algumas de suas atletas que estiveram com a seleção brasileira, com a lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão iniciando o confronto no banco. O Palmeiras também lida com desfalques importantes, como a goleira Kate Tapia, ausente por questões disciplinares, e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito em um amistoso pela seleção colombiana.

Apesar dos desafios na composição do elenco, o Palmeiras controlou as ações da partida. O gol da vitória veio aos 15 minutos, com Brena, que aproveitou o rebote de um chute de Emily Assis, após belo lançamento de Andressinha. As Palestrinas tiveram oportunidades de ampliar o placar, mas um gol da volante Diany foi anulado pelo VAR devido a impedimento no início da jogada. O ritmo do jogo foi visivelmente afetado pela altitude de 2.850 metros de Quito, especialmente no segundo tempo, a ponto de a jogadora Milagros Rolón, do Universitario, precisar de atendimento com cilindros de oxigênio e ser substituída. Mesmo com chances perdidas e grandes defesas da goleira Mia Shalit, além de um pênalti desperdiçado por Pati Maldaner e uma bola na trave de Duda Santos nos acréscimos, a equipe paulista conseguiu segurar a vitória.

Perspectivas para a Competição

A Copa Libertadores Feminina se desenha como um torneio de grandes expectativas para as equipes brasileiras. Enquanto o Cruzeiro se esforça para superar os desafios de sua primeira participação e as adversidades impostas por desfalques, o Palmeiras já estabelece um ritmo vitorioso, buscando consolidar sua posição como um dos favoritos ao título. A combinação de novas forças e campeões consagrados promete uma disputa emocionante e um alto nível técnico, reafirmando a crescente importância do futebol feminino no continente sul-americano.

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *