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Governo Federal Atua em Duas Frentes: Estabilização do Diesel e Impulso à Indústria Nacional

Dinael Monteiro
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© Antônio Cruz/Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, delineou neste sábado (14) as prioridades do governo federal, que se concentram na garantia do abastecimento e na contenção dos preços do diesel. Em paralelo, a gestão federal intensifica esforços para estimular a indústria nacional, com iniciativas como o programa Move Brasil e o fomento à produção de veículos sustentáveis, visando tanto a estabilidade econômica imediata quanto o desenvolvimento de longo prazo.

Estratégias para Estabilizar o Preço do Diesel

As ações recentes do governo para mitigar o impacto dos custos do diesel incluem a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, complementada pela criação de uma subvenção adicional de R$ 0,32 por litro. Espera-se que essas medidas resultem em uma redução total de pelo menos R$ 0,64 no preço final por litro na bomba. A iniciativa é uma resposta direta à dinâmica do mercado internacional, especialmente ao aumento da cotação do barril de petróleo impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que afeta o Brasil, que importa cerca de 25% de seu consumo de diesel.

Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), enfatizou que a alta do diesel representa um risco significativo para a economia, podendo encarecer produtos alimentícios e serviços de transporte, com consequente pressão inflacionária em toda a cadeia produtiva e de consumo.

Análise da Gestão Anterior e Desafios do Refino Nacional

O vice-presidente classificou as atuais ações do governo como “inteligentes”, contrastando-as com a política adotada pela gestão anterior em 2022, que limitou a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis sem a devida compensação aos estados. Essa decisão, segundo ele, gerou uma série de processos judiciais e um "precatório gigantesco", evidenciando a necessidade de abordagens mais sustentáveis e menos litigiosas para a economia.

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Alckmin também explicou que, apesar de o Brasil ser um expressivo exportador de petróleo cru, a nação ainda se vê na posição de importador de diesel. Essa peculiaridade se deve à insuficiência da capacidade de refino interna para processar o volume necessário de petróleo e atender integralmente à demanda do mercado local por derivados como o diesel.

O Programa Move Brasil e a Renovação da Frota

Durante uma visita a uma concessionária da Scania em Santa Maria (DF), o vice-presidente destacou o andamento do programa Move Brasil, uma política pública criada para estimular a renovação da frota de caminhões no país. A iniciativa não só visa modernizar o transporte de cargas, mas também impulsionar a indústria nacional com mecanismos como a “depreciação acelerada” de equipamentos.

O Move Brasil foi lançado com um aporte de R$ 10 bilhões, e o sucesso inicial é notável: em apenas dois meses de execução, R$ 6,2 bilhões dos recursos previstos já foram aplicados, impulsionados pela redução das taxas de juros, que caíram de uma média de 23% para 13%. Este programa tem sido fundamental para incentivar caminhoneiros autônomos a investir em veículos novos ou seminovos, contribuindo para a modernização do setor.

Além dos benefícios econômicos e industriais, a renovação da frota com veículos mais modernos e tecnologicamente avançados contribui diretamente para a segurança nas estradas. Alckmin comparou a adoção de novas tecnologias a uma "vacina", capaz de reduzir significativamente o número de acidentes e mortes.

Incentivo à Produção de Veículos Sustentáveis

Outra frente de estímulo à indústria destacada pelo vice-presidente é a iniciativa de promover a fabricação de carros sustentáveis no Brasil. Para isso, o governo propôs a eliminação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos que atendam a critérios específicos de sustentabilidade.

Um carro é considerado sustentável, sob esta política, se for fabricado no Brasil, possuir motor flex, apresentar 80% de reciclabilidade em sua composição e não emitir mais do que 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado. Esta medida visa não apenas modernizar a frota automotiva, mas, principalmente, gerar um impacto positivo na redução da poluição ambiental e no desenvolvimento de tecnologias mais limpas na indústria nacional.

Em síntese, o governo federal adota uma abordagem multifacetada para a economia, conciliando ações emergenciais de controle de preços de um insumo vital como o diesel com políticas de longo prazo para fortalecer a indústria, modernizar a infraestrutura de transporte e promover a sustentabilidade ambiental, buscando um crescimento robusto e equitativo para o país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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