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SUS Amplia Acesso a Implantes Hormonais com Vasta Qualificação Profissional

Dinael Monteiro
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© SESA/Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) está em um processo de significativa expansão no que tange à oferta de métodos contraceptivos. O Ministério da Saúde deu início à segunda fase de um ambicioso programa de qualificação, visando integrar o implante contraceptivo de etonogestrel, popularmente conhecido como Implanon, na rotina de atendimento da rede pública. Esta iniciativa prevê a formação de mais de 11 mil profissionais, incluindo médicos e enfermeiros, para garantir a ampla disponibilidade deste método em todo o país, com foco especial em municípios com menos de 50 mil habitantes.

Capacitação Abrangente para Profissionais de Saúde

As oficinas de qualificação, essenciais para o sucesso da implementação do implante, são conduzidas presencialmente e adotam uma metodologia que mescla fundamentos teóricos com prática intensiva, utilizando simuladores anatômicos avançados. A carga horária foi criteriosamente ajustada para atender às necessidades de cada categoria, totalizando 12 horas para enfermeiros e seis horas para médicos, demonstrando o compromisso com uma formação aprofundada. Além do treinamento técnico, os encontros promovem um valioso espaço de diálogo com gestores estaduais e municipais, facilitando a adesão e o suporte necessários para a efetivação do método contraceptivo em cada território.

Fortalecendo a Saúde Sexual e Reprodutiva Integral

Muito além da mera inserção e retirada do implante, o programa de qualificação visa capacitar os profissionais para o manejo completo de possíveis intercorrências e para aprimorar a abordagem nas consultas de saúde sexual e reprodutiva. As oficinas reforçam uma perspectiva abrangente, que engloba a discussão sobre direitos sexuais e reprodutivos, a promoção da dignidade menstrual, o enfrentamento ao racismo estrutural, a identificação e abordagem das diversas formas de violência na atenção primária, e a familiarização com todos os outros métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente pelo SUS. Esta abordagem holística assegura um atendimento mais humanizado e eficaz.

Estratégia de Distribuição e Impacto Social

Para assegurar que o implante chegue a quem mais precisa, o Ministério da Saúde implementou uma estratégia de distribuição robusta. Em 2025, foram distribuídas 500 mil unidades aos estados, com prioridade para municípios que possuíam mais de 50 mil habitantes e que se enquadravam em critérios de vulnerabilidade social. A projeção para 2026 é ainda mais ambiciosa, com a entrega prevista de 1,3 milhão de implantes subdérmicos adicionais, dos quais 290 mil já foram efetivamente distribuídos. Essa massiva distribuição contrasta com o custo elevado no setor privado, onde o método pode alcançar até R$ 4 mil, sublinhando o impacto social e a democratização do acesso promovidos pelo SUS.

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Vantagens do Implante Subdérmico no Portfólio do SUS

O implante subdérmico é reconhecido como um método altamente vantajoso na prevenção de gravidezes não planejadas, devido à sua longa duração e elevada eficácia, podendo atuar no organismo por até três anos. Após esse período, sua remoção é necessária, e a fertilidade da usuária retorna rapidamente, permitindo a inserção de um novo implante imediatamente, caso haja interesse. O Implanon complementa o extenso leque de métodos contraceptivos já oferecidos gratuitamente pelo SUS, que inclui preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Contudo, é fundamental ressaltar que, dentre todos os métodos, apenas os preservativos oferecem proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Com a qualificação de milhares de profissionais e a distribuição estratégica de milhões de unidades, o Ministério da Saúde reforça seu compromisso com a saúde sexual e reprodutiva da população brasileira, ampliando as opções contraceptivas e garantindo que um método de alta eficácia e longa duração esteja acessível a todos, contribuindo significativamente para a redução de gravidezes não planejadas e para o empoderamento das mulheres na gestão de seus corpos e de seu planejamento familiar.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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