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Ministro do STF Determina Tornozeleira Eletrônica para Deputada Federal em Caso de Fraude no INSS

Dinael Monteiro
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© Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, relator da Operação Sem Desconto no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão preventiva solicitado pela Polícia Federal (PF) contra a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE). Em vez da detenção, o magistrado impôs medidas cautelares rigorosas à parlamentar, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, em um inquérito que apura um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Medidas Cautelares e o Argumento da Imunidade Parlamentar

A decisão de Mendonça substitui a prisão por uma série de restrições que a deputada deverá cumprir. Além do monitoramento eletrônico, foram impostas proibições de comunicação com outros investigados e de ausência do país. O ministro justificou seu entendimento pela necessidade de respeitar a imunidade parlamentar, um princípio constitucional que garante a atuação independente dos membros do Congresso, afirmando que sua postura em relação a pedidos de prisão de parlamentares tem sido cautelosa. Essa determinação foi feita mesmo diante de “inúmeros indícios” que ligam Gorete Pereira a variados crimes contra os beneficiários do INSS.

As Acusações Contra a Deputada Federal

As investigações detalham que a deputada Gorete Pereira teria sido beneficiária de “vultosas quantias” provenientes de descontos associativos fraudulentos incidentes sobre aposentadorias do INSS. A Polícia Federal apresentou evidências de que valores expressivos foram recebidos em sua conta bancária, além de transferências vinculadas diretamente ao esquema criminoso. Um documento crucial citado pelo ministro é uma tabela de pagamento de propina enviada por um dos líderes da organização, Natjo de Lima Pinheiro, para Cecília Rodrigues Mota, na qual o nome da parlamentar aparece expressamente com a quantia de R$ 780.433,50. Adicionalmente, apurações da PF indicam que a deputada exercia controle direto sobre entidades associativas envolvidas e mantinha contato frequente com servidores do INSS, incluindo o ex-presidente da instituição, Alessandro Stefanutto, também sob investigação.

Prisões Preventivas e Outros Envolvidos Chave no Esquema

Em contraste com a decisão sobre a deputada, o ministro André Mendonça decretou a prisão preventiva de outros dois indivíduos com papéis cruciais na fraude. Cecília Rodrigues Mota foi detida por sua atuação central na operacionalização das filiações fraudulentas, na realização dos descontos indevidos e na ocultação patrimonial. Também foi preso Natjo de Lima Pinheiro, apontado como um dos líderes da organização, responsável pela coordenação financeira do esquema, pela divisão de valores ilícitos e pela definição de estratégias para a continuidade das atividades criminosas. As investigações ainda revelaram que Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, teria recebido até R$ 4 milhões de Cecília Rodrigues Mota, conforme análise de extratos bancários realizada pela PF.

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A Operação Sem Desconto: Um Esquema de Bilhões

A Operação Sem Desconto se debruça sobre a fraude de descontos em aposentadorias e benefícios do INSS que ocorreu entre 2019 e 2024, resultando em um prejuízo superior a R$ 6 bilhões. O modus operandi do esquema consistia na aprovação de autorizações forjadas para a realização desses descontos. A complexidade e a abrangência da organização criminosa revelam um ataque sistêmico aos recursos destinados a idosos e pensionistas, com o envolvimento de múltiplos atores em diferentes níveis. A Agência Brasil informou que está buscando contato com a defesa da deputada Maria Gorete Pereira e dos demais citados na investigação para obter seus posicionamentos sobre as acusações.

Este caso sublinha a gravidade da corrupção e da fraude contra sistemas de seguridade social, evidenciando a necessidade de vigilância constante e de responsabilização rigorosa para proteger os direitos dos cidadãos mais vulneráveis. As investigações continuam, e o desenrolar do processo promete trazer mais detalhes sobre a extensão e os responsáveis por este esquema de desvio de recursos públicos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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