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Alerta nas Américas: Sarampo Dispara Mais de 30 Vezes e OPAS Exige Ação Imediata

Dinael Monteiro
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© Fernando Frazão/Agência Brasil

As Américas enfrentam um cenário alarmante com o ressurgimento do sarampo, uma doença altamente contagiosa. Dados recentes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), revelam um crescimento exponencial de casos na transição de 2024 para 2025, levando à emissão de um alerta sanitário urgente para os países da região. A preocupação se aprofunda com a grande maioria dos casos afetando indivíduos sem histórico de vacinação, evidenciando uma falha crítica nas coberturas vacinais.

A Explosão do Sarampo nas Américas e o Alerta Regional

O continente americano registrou um aumento dramático no número de infecções por sarampo. Em 2025, foram notificados 14.891 casos da doença, um salto de mais de 33 vezes em comparação com os 446 registros de 2024. Este recrudescimento resultou em 29 mortes confirmadas apenas em 2025. O cenário não mostra sinais de desaceleração, com dados parciais de janeiro de 2026 indicando 1.031 novos casos, um número quase 45 vezes superior aos 23 observados no mesmo período do ano anterior. Diante dessa escalada, a OPAS classificou o aumento acentuado como um sinal de alerta que exige ação imediata e coordenada por parte dos Estados Membros. Em novembro de 2025, a própria organização já havia retirado do continente o certificado de região livre da transmissão endêmica do sarampo, destacando a vulnerabilidade da área.

Foco Geográfico e a Urgência da Vacinação

A maior parte dos casos de sarampo nas Américas está concentrada na América do Norte. Em 2025, México (6.428), Canadá (5.436) e Estados Unidos (2.242) foram responsáveis por quase 95% do total continental. Essa tendência se manteve no início de 2026, com as três nações respondendo por 948 registros, cerca de 92% das notificações regionais. A análise da OPAS revelou que a esmagadora maioria dos infectados não possuía histórico vacinal contra a doença ou tinha seu status vacinal desconhecido. Nos Estados Unidos, 93% dos casos se enquadravam nessa descrição; no México, 91,2%; e no Canadá, 89%. Esse dado sublinha a relação direta entre a baixa cobertura vacinal e a vulnerabilidade da população à disseminação do vírus.

O Cenário Brasileiro: Resistência e Vigilância Constante

Apesar do cenário preocupante em outras nações americanas, o Brasil tem conseguido manter um status de país livre de sarampo. Em 2025, o país registrou 38 notificações, sendo a vasta maioria (36) em indivíduos sem vacinação. Esse número representa um aumento em relação aos quatro registros de 2024, porém, até o momento em 2026, não há casos reconhecidos. Do total de 2025, dez casos foram importados (infecção adquirida no exterior), 25 estavam relacionados à importação, e três tiveram a fonte de infecção desconhecida, indicando a predominância de casos exógenos e a eficácia da vigilância interna em conter a transmissão. Os casos confirmados em 2025 foram distribuídos em diferentes estados, como Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins.

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Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, alertou para o risco constante que o surto na América do Norte representa para o Brasil devido ao intenso fluxo de pessoas. Ele enfatizou a importância da vigilância ativa para reconhecer rapidamente casos suspeitos que ingressem no território nacional e a necessidade de manter altas coberturas vacinais para evitar que esses casos se traduzam em uma transmissão sustentada da doença. Kfouri rememorou que o Brasil recuperou seu certificado de país livre da doença em 2024, após tê-lo perdido em 2019, resultado de um surto impulsionado por grande fluxo migratório e baixa cobertura vacinal em 2018.

Sarampo: A Doença e a Prevenção Essencial pela Vacina

O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa que, embora muitas vezes percebida como infantil, pode levar a complicações graves e até à morte. Seus sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia. Posteriormente, surgem manchas vermelhas na pele que começam no rosto (atrás das orelhas) e se espalham por todo o corpo. A pele pode descamar e o paciente também pode sentir dor de garganta. As complicações podem incluir cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro), tornando a prevenção um pilar fundamental da saúde pública.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o imunizante tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, como parte do calendário básico de vacinação infantil. A primeira dose é recomendada aos 12 meses de idade, e a segunda dose, um reforço essencial, aos 15 meses. Além das crianças, qualquer pessoa com até 59 anos que não possua comprovante de imunização ou não tenha completado o esquema vacinal deve procurar um posto de saúde para atualizar sua carteira. O Ministério da Saúde, com campanhas regulares, reportou dados preliminares de 2025 apontando um avanço expressivo na cobertura da vacina tríplice viral, reforçando a importância de manter esses índices elevados para a proteção coletiva.

Conclusão: Ação Conjunta e Responsabilidade Compartilhada

A drástica elevação nos casos de sarampo nas Américas representa um retrocesso preocupante na saúde pública regional e um lembrete contundente da importância da vacinação. O alerta da OPAS serve como um chamado à ação para que governos, profissionais de saúde e a população trabalhem em conjunto para reverter essa tendência. A manutenção de altas coberturas vacinais, a vigilância epidemiológica e a pronta resposta a novos casos são cruciais não apenas para conter o avanço da doença, mas para reafirmar o compromisso com a erradicação de enfermidades preveníveis, garantindo a saúde e a segurança de toda a população do continente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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