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Avanço Histórico: Programa de Reforma Agrária Inclui Comunidade Quilombola em Pernambuco

Dinael Monteiro
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Agência Brasil

Em um passo significativo para a efetivação dos direitos territoriais de comunidades tradicionais, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) oficializou a inclusão de famílias quilombolas de Pernambuco no Programa Nacional de Reforma Agrária. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23), representa um avanço na política de regularização fundiária e na reparação histórica desses grupos.

Território Varzinha dos Quilombolas: Reconhecimento e Direitos Fundiários

A portaria em questão reconhece 38 famílias do Território Varzinha dos Quilombolas, localizado no município de Iguaracy, em Pernambuco, como beneficiárias do programa. Essas famílias ocupam uma área crucial de 1,8 mil hectares, e sua inclusão é um marco para a garantia de posse e o desenvolvimento sustentável de suas terras, reforçando a identidade e a cultura quilombola na região, que agora têm seu direito à terra assegurado pelo Estado.

Desburocratização e Acesso Digital à Titulação

Além da inclusão direta, a norma também introduz uma metodologia modernizada para o processo de seleção das famílias. Por meio da Plataforma de Governança Territorial, ocupantes de assentamentos e de áreas rurais da União passíveis de regularização fundiária podem agora solicitar a titulação de suas terras de forma digital. Essa inovação elimina a necessidade de deslocamento físico a unidades do Incra, agilizando e desburocratizando o acesso aos direitos fundiários e promovendo maior alcance da política pública para quem mais precisa.

O Mandato Legal do Incra e a Reparação Histórica Quilombola

A atribuição do Incra na titulação de territórios quilombolas é respaldada pelo Decreto nº 4.887/2003, que o estabelece como a autarquia federal competente para essa função vital. A política de regularização fundiária para comunidades quilombolas vai além da mera distribuição de terras; ela é concebida como uma medida de reparação histórica. Seu objetivo primordial é assegurar condições de vida digna e a perenidade cultural, social e econômica desses grupos étnicos, que por séculos foram privados de seus direitos e de seu território ancestral.

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Fundação Cultural Palmares Certifica Nova Comunidade no Maranhão

Em uma ação paralela e igualmente relevante, a edição do Diário Oficial da União da mesma data trouxe a publicação de uma portaria da Fundação Cultural Palmares. Esta certificou a autodefinição da Comunidade Igapé Açu, em Peri Mirim, no Maranhão, como remanescente de quilombo. Esta certificação, embora distinta da titulação fundiária do Incra, é um reconhecimento fundamental da identidade cultural e ancestral de tais comunidades, sendo um passo crucial para a visibilidade e o acesso a direitos.

Ampliação de Direitos e Acesso a Políticas Públicas para Quilombolas

A certificação concedida pela Fundação Cultural Palmares desbloqueia um leque de direitos e garantias essenciais para as comunidades quilombolas. Ela assegura o acesso a diversas políticas públicas, além de suporte técnico e jurídico especializado da Fundação. Este apoio é crucial em situações como a mediação de conflitos territoriais, processos de licenciamento ambiental e a plena integração das comunidades às diretrizes do Programa Brasil Quilombola, fortalecendo sua autonomia, preservação cultural e desenvolvimento social.

As publicações simultâneas que abrangem Pernambuco e Maranhão sublinham o esforço contínuo do governo na promoção da reforma agrária e na valorização dos direitos quilombolas. Ao facilitar a titulação de terras e certificar a identidade cultural, o Estado reafirma seu compromisso com a reparação histórica e com a construção de um futuro mais justo e equitativo para essas comunidades, elementos cruciais para a consolidação da democracia e da cidadania plena no país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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