A delegação brasileira encerrou sua participação na etapa de Tashkent, Uzbequistão, da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica com resultados históricos, garantindo duas importantes medalhas. O desempenho notável incluiu um bronze individual com Geovanna Santos e uma prata na competição de conjunto, consolidando a crescente presença do país no cenário internacional da modalidade.
O Pioneirismo Individual de Geovanna Santos
Geovanna Santos, carinhosamente conhecida como Jojô, alcançou um marco significativo ao conquistar a medalha de bronze na final individual de fita. Com uma performance que lhe rendeu 27.600 pontos, a ginasta capixaba garantiu seu primeiro pódio em uma etapa de Copa do Mundo, ficando atrás apenas da alemã Darja Varfolomeev (29.650) e da norte-americana Rin Chaves (27.800).
Este feito marca a segunda medalha individual do Brasil na história das Copas do Mundo de Ginástica Rítmica, ecoando a conquista da paranaense Bárbara Domingos, a Babi, que obteve o bronze na fita em Sofia, Bulgária, no ano de 2023.
Prata para o Conjunto Brasileiro na Série Mista
O conjunto brasileiro também subiu ao pódio, garantindo a medalha de prata na série mista, uma apresentação que combina três arcos e duas maças. Ao som da canção 'Abracadabra', de Lady Gaga, a equipe composta por Duda Arakaki (AL), Nicole Pírcio (SP), Sofia Madeira (ES), Julia Kurunczi (PR), Mariana Gonçalves (PR) e Maria Paula Caminha (AM) impressionou os juízes, alcançando a pontuação de 28.100.
Nessa disputa por equipes, a China assegurou o ouro com 28.950 pontos, enquanto a Rússia, competindo sob bandeira neutra devido às sanções do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo conflito na Ucrânia, conquistou o bronze com 27.400 pontos.
Outras Participações e o Cenário Internacional
Além do sucesso na série mista, o conjunto brasileiro também competiu na final da apresentação com cinco bolas, onde obteve a oitava e última colocação com 21.400 pontos, ao ritmo de 'Feeling Good', de Michael Bublé. Nesta categoria, as chinesas voltaram a dominar, levando o ouro com 27.300 pontos, seguidas pela Rússia (25.950) e Belarus (25.600), sendo que ambas as nações também participaram como atletas neutras, sob as mesmas restrições do COI.
Individualmente, Bárbara Domingos, a Babi, também esteve em ação nas finais. A paranaense finalizou na oitava e última posição tanto na exibição com a bola, registrando 23.150 pontos, quanto com as maças, com uma nota de 25.650, demonstrando a alta competitividade da modalidade em nível global.
As duas medalhas conquistadas em Tashkent representam um estímulo significativo para a ginástica rítmica brasileira, consolidando o talento de suas atletas e projetando o país para futuras competições internacionais com expectativas renovadas. O desempenho da equipe e de Jojô no Uzbequistão reflete a dedicação e o potencial do Brasil na busca por um lugar de destaque no esporte mundial.


