Em um movimento estratégico que celebra os 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a instituição, em parceria com o Ministério das Cidades, anunciou recentemente o lançamento de dois importantes editais. A iniciativa, revelada durante o evento "Cultura & Saúde – parceria que dá certo!" no Rio de Janeiro, visa impulsionar e fortalecer propostas culturais em territórios periféricos, consolidando a cultura como um pilar essencial para a transformação social e o bem-estar comunitário.
Profissionalização e Oportunidades para Gestores Culturais Periféricos
Um dos pilares desta nova parceria é o <b>Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias</b>. Coordenado pela Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, este edital é desenhado para oferecer qualificação e capacitação a gestores culturais atuantes em comunidades. O objetivo é dotá-los de ferramentas e conhecimentos para desenvolver e gerenciar projetos, potencializando o impacto de suas ações nos territórios onde vivem e trabalham.
Marly Marques da Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, ressaltou a relevância da cultura como catalisador de mudanças. "Trazemos hoje a ideia de cultura e saúde como uma parceria que dá certo e precisamos ampliar as possibilidades das periferias", afirmou. Ela enfatizou o compromisso da Fiocruz em combater desigualdades e o racismo, defendendo que a ciência produzida pela instituição é inerentemente dedicada à vida e ao desenvolvimento social. Complementando essa visão, Breno Lacet Lucena, representante do Ministério das Cidades, destacou as periferias como focos de inovação social, mencionando a rede "Nós Periféricos" como um exemplo de iniciativas que geram impacto significativo e que o ministério busca expandir ainda mais.
Arte Urbana para Dialogar com a Saúde Pública e a Memória Institucional
Paralelamente ao edital de formação, foi lançado o <b>Grafite Fiocruz 125 anos</b>, uma iniciativa que busca infundir arte e expressão nos espaços da Fundação. Este edital selecionará sete propostas artísticas inovadoras para intervenções de grafite nos muros dos campi de Manguinhos e Maré, no Rio de Janeiro. As obras deverão estabelecer um diálogo com a rica trajetória da Fiocruz e com o crucial tema da saúde pública, servindo como um reforço à memória institucional e à sua intrínseca conexão com as comunidades do entorno.
O projeto conta com o patrocínio da Fiotec e a gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SocultFio). Gustavo Amaral, representante da Fiotec, expressou que a iniciativa visa revitalizar o ambiente da Fundação e fortalecer seu elo com a sociedade. "Levar essa iniciativa para a Fiocruz é também levar uma cultura de crítica social e de enfrentamento às desigualdades nas nossas comunidades", pontuou Amaral. Luis Fernando Donadio, diretor institucional da SocultFio, reiterou a ideia de que "produzir cultura é também produzir saúde na veia", evidenciando a capacidade de integração entre esses campos para ampliar o alcance das políticas públicas.
Como Participar e Amplificar o Impacto Cultural e Social
Para as organizações interessadas no <b>Programa de Formação em Captação</b>, a participação é direcionada àquelas já cadastradas na plataforma "Nós Periféricos", uma ferramenta vital vinculada ao Ministério das Cidades que conecta e apoia iniciativas locais. Já para o edital <b>Grafite Fiocruz 125 anos</b>, as informações detalhadas sobre regras, prazos e critérios de seleção estarão acessíveis nos canais oficiais da Fiocruz e da SocultFio.
Os editais completos, com todas as orientações necessárias para inscrição, cronograma e documentação exigida, podem ser consultados nos sites institucionais da Fiocruz e do Ministério das Cidades. Esta parceria estratégica não só celebra o legado da Fiocruz, mas também reafirma o compromisso conjunto de governo e instituições científicas em promover o desenvolvimento humano e a cidadania através da valorização da cultura e da saúde em todas as camadas da sociedade, especialmente nas periferias.


