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Inflação do Aluguel Recua Significativamente em Fevereiro, Revertendo Alta Anterior

Dinael Monteiro
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© Arquivo/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente reconhecido como a 'inflação do aluguel', registrou uma queda notável de <b>0,73% em fevereiro</b>. Este desempenho marca uma inversão da tendência observada em janeiro, quando o índice havia avançado 0,41%. Com a retração do último mês, o indicador acumula uma queda de 0,32% no ano e impressionantes 2,67% nos últimos 12 meses, oferecendo um alívio potencial para o bolso dos consumidores e do mercado imobiliário.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que detalhou os componentes do índice, revelando os fatores que contribuíram para a sua desaceleração.

A Dinâmica Anual e a Reversão de Tendência

A performance de fevereiro demonstra uma clara mudança em relação ao mesmo período do ano anterior. Em fevereiro de 2024 (assumindo a correção do provável erro de digitação de '2025' no texto original), o IGP-M havia apresentado uma alta expressiva de 1,06% no mês, culminando em uma variação acumulada de 8,44% em 12 meses. A queda atual não apenas reverte a alta de janeiro, mas também reforça uma tendência de moderação inflacionária que já se manifestava no final do ano anterior, quando o índice encerrou 2024 com uma variação negativa de 1,05%.

Os Componentes por Trás da Desaceleração

A retração do IGP-M em fevereiro foi impulsionada, principalmente, pela variação de seus três principais componentes: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Cada um desses subíndices apresentou movimentos específicos que, em conjunto, contribuíram para a deflação geral do indicador.

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Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): A Influência das Commodities

O IPA, que possui o maior peso na composição do IGP-M, registrou uma queda de 1,18% em fevereiro, revertendo o avanço de 0,34% observado em janeiro. Segundo André Braz, economista da FGV, essa forte retração foi puxada pelo recuo significativo nos preços de commodities globais de grande relevância. Ele destacou quedas expressivas em produtos como minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%), cujas desvalorizações impactaram diretamente os custos na ponta da produção e, consequentemente, o índice.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC): Alívio no Varejo

O IPC, que mede a variação de preços para o consumidor final, desacelerou em fevereiro, registrando uma taxa de 0,30%, inferior aos 0,51% apurados em janeiro. A FGV apontou que cinco das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram recuo em suas taxas de variação, incluindo <b>Alimentação</b> (de 0,66% para 0,17%), <b>Saúde e Cuidados Pessoais</b> (de 0,60% para 0,12%), <b>Educação, Leitura e Recreação</b> (de 1,38% para 0,72%), <b>Transportes</b> (de 0,71% para 0,53%) e <b>Vestuário</b> (de -0,16% para -0,43%). Em contrapartida, os grupos Habitação, Despesas Diversas e Comunicação registraram aumentos, embora mais contidos. André Braz explicou que a perda de intensidade nas altas das mensalidades escolares foi um fator chave para a desaceleração do varejo.

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): Ritmo Mais Lento nos Custos

No setor da construção civil, o INCC subiu 0,34% em fevereiro, mostrando uma desaceleração em relação à alta de 0,63% observada no mês anterior. Analisando seus componentes, o grupo <b>Materiais e Equipamentos</b> recuou de 0,35% para 0,30%, enquanto <b>Serviços</b> aumentou de 0,25% para 0,36%. Notavelmente, o grupo <b>Mão de Obra</b> teve uma diminuição expressiva, passando de 1,03% para 0,39%. O economista da FGV ressaltou que a inflação da mão de obra na construção perdeu fôlego em comparação com janeiro, contribuindo para a moderação dos custos do setor.

Conclusão: Cenário de Moderação Inflacionária

A queda do IGP-M em fevereiro, impulsionada pela contenção nos preços de commodities, a desaceleração no varejo e a moderação nos custos da construção civil, sinaliza um cenário de menor pressão inflacionária. A reversão da alta de janeiro e o acumulado negativo em 12 meses oferecem um horizonte mais favorável, especialmente para o mercado de aluguéis, que utiliza o IGP-M como principal indexador. Este resultado sugere um ambiente econômico com tendências de estabilização dos preços em diversos segmentos, potencialmente beneficiando o poder de compra da população.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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