Ad imageAd image

Marinhas do Brasil e França Unem Forças em Treinamento Estratégico no Rio de Janeiro

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© Marinha do Brasil/divulgação

O Rio de Janeiro se tornou o palco de uma das mais importantes missões de formação e projeção da Marinha Nacional Francesa. O grupo naval Jeanne D`Arc, com sua expressiva capacidade, engaja-se em um exercício conjunto com a Marinha do Brasil, mobilizando mais de 1.300 militares de ambas as nações. A iniciativa visa aprimorar a interoperabilidade e desenvolver técnicas de trabalho comum entre as forças navais e, no caso francês, também o Exército, reforçando os laços estratégicos e a prontidão operativa.

As atividades de treinamento estão programadas para os dias 27 e 28, concentrando-se na Restinga da Marambaia. Esta área de preservação ambiental, caracterizada por dunas e manguezais, é controlada pelas Forças Armadas brasileiras na zona oeste da capital fluminense, oferecendo um cenário ideal para a execução de operações anfíbias e outros exercícios complexos.

Diálogo e Fortalecimento da Cooperação Bilateral

A missão representa uma oportunidade singular para o intercâmbio de conhecimentos e a consolidação de uma parceria robusta entre os dois países. O comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, enfatizou a dimensão recíproca do treinamento. Ele destacou a solidez da relação entre as duas marinhas, que se manifesta na troca contínua de informações e na aprendizagem mútua durante os exercícios. Para Delrieu, o objetivo primordial é a proteção dos interesses nacionais franceses, o que é alcançado, em parte, através do treinamento com parceiros estratégicos e fortes como o Brasil.

Ampla Mobilização de Meios e Pessoal

O componente francês da missão é substancial, contando com mais de 800 militares, incluindo 162 oficiais em formação, evidenciando o caráter de ensino e desenvolvimento da operação. Este contingente é liderado pelo impressionante porta-helicóptero anfíbio Dixmude, capaz de transportar até 16 helicópteros e 80 veículos blindados, além da fragata Aconit e do navio reabastecedor Stosskopf. A capacidade aérea e terrestre francesa é complementada por helicópteros, drones e diversos veículos blindados, garantindo versatilidade nas operações.

- Anúncio -
Ad image

Do lado brasileiro, aproximadamente 600 militares da Marinha do Brasil participam ativamente, focando em operações anfíbias e exercícios de controle de área marítima. A participação nacional visa não apenas aprimorar a prontidão operativa, mas também fortalecer os laços de cooperação mútua. Para isso, a Marinha do Brasil mobilizou um arsenal diversificado, incluindo o submarino Humaitá, o navio de desembarque de carros de combate Almirante Saboia, a Fragata Defensora, a embarcação de Desembarque de Carga Geral Marambaia, e aeronaves como o SH-16 Seahawk, UH-12 Esquilo e AH-11B Super Lynx.

A Missão Jeanne D'Arc: Uma Trajetória Global de Treinamento

A escala do exercício no Brasil é parte de uma missão marítima francesa mais ampla, que se estende por cinco meses e contempla a passagem por diversos países ao redor do mundo. A presença recorrente da missão Jeanne D'Arc no Brasil sublinha a importância estratégica do país na agenda de cooperação da Marinha Francesa. A última visita da missão ocorreu em 2024, quando aproximadamente 2.250 militares, sendo 1.460 brasileiros e 790 franceses, participaram de exercícios divididos entre operações no mar e no porto.

Um dos pontos altos da edição anterior foi a realização de uma incursão anfíbia. Essa modalidade operacional, caracterizada pela rápida penetração ou ocupação temporária de uma região litorânea considerada hostil ou potencialmente hostil, seguida por uma retirada planejada, demonstra a complexidade e o alto nível de coordenação exigidos em tais treinamentos. A repetição e a evolução desses exercícios reforçam a capacidade das forças de atuar em conjunto em cenários desafiadores.

Perspectivas Futuras da Colaboração Naval

A atual missão naval franco-brasileira no Rio de Janeiro transcende o mero treinamento militar. Ela consolida uma aliança estratégica que beneficia ambos os países em termos de segurança marítima, defesa e projeção de forças. Ao otimizar a interoperabilidade e o compartilhamento de doutrinas, as marinhas de Brasil e França reforçam suas capacidades para enfrentar desafios comuns, desde a proteção de interesses marítimos até a participação em operações humanitárias e de manutenção da paz. Esses exercícios são a base para uma cooperação contínua e aprimorada, pavimentando o caminho para futuras iniciativas conjuntas no cenário internacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *