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Minas Gerais em Alerta Máximo: Chuvas Intensas Causam Estragos e Dezenas de Mortos na Zona da Mata

Dinael Monteiro
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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para chuvas intensas na Zona da Mata mineira, uma das regiões mais afetadas por temporais que, desde a última segunda-feira, têm causado devastação. Com um balanço trágico de dezenas de mortos e centenas de desabrigados, a continuidade das precipitações até a noite de sexta-feira (27) eleva a preocupação das autoridades e impõe um cenário de vigilância máxima à população.

Alerta de Grande Perigo e Riscos Iminentes

A classificação de 'grande perigo' pelo Inmet sinaliza a ocorrência de volumes pluviométricos superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia. Esta intensidade de chuva representa um elevado risco para diversas ocorrências, incluindo grandes alagamentos urbanos, transbordamentos de rios e riachos, e deslizamentos de encostas, especialmente em municípios localizados em áreas já reconhecidas como de alto risco. A situação exige atenção redobrada e ações preventivas imediatas por parte dos moradores e órgãos competentes.

Cenário Climático Excepcional em Minas Gerais

O mês de fevereiro deste ano tem se mostrado um dos mais chuvosos dos últimos anos em Minas Gerais, impactando severamente as regiões Centro-Sul e Oeste do estado. Mesmo em áreas onde as chuvas foram historicamente menos recorrentes, como o Noroeste, Norte, Jequitinhonha e Mucuri, o acumulado de precipitações já superou a média climatológica para o período, indicando um padrão meteorológico atípico e generalizado em todo o território mineiro.

Juiz de Fora: Epicentro da Crise Pluviométrica

A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata, desponta como o município mais castigado. Em apenas três dias, entre 22 e 24 de fevereiro, foram registrados 229,9 milímetros de chuva. O acumulado total de precipitações no mês, até a manhã da última terça-feira (24), atingiu impressionantes 579,3 milímetros, um volume que excede em 240% a média climatológica para fevereiro, que é de 170,3 milímetros. Esta situação crítica tem levado o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) a considerar muito alta a probabilidade de novas enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações na cidade.

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A previsão de altos acumulados para os próximos dias, com a possibilidade de pancadas de chuva generalizadas de intensidade moderada a forte, agrava o quadro. A combinação das atuais condições críticas da drenagem urbana, o solo já saturado pelos grandes volumes de chuva dos últimos dias e a persistência das precipitações cria um cenário de extrema vulnerabilidade para Juiz de Fora e arredores.

Vítimas e Recomendações Essenciais para a Segurança

A tragédia das chuvas resultou em um número alarmante de vítimas. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, até a manhã da última quarta-feira (25), um total de 36 mortes foram confirmadas na Zona da Mata, sendo 30 delas em Juiz de Fora e outras seis na cidade de Ubá.

Diante da iminência de novos eventos e para garantir a segurança da população, o Inmet reforça a importância de seguir as seguintes recomendações:

Desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. Observe atentamente qualquer alteração nas encostas ou áreas de risco. Permaneça em local seguro e abrigado. Em caso de inundações ou situações semelhantes, proteja seus pertences envolvendo-os em sacos plásticos. Para informações adicionais ou em emergências, entre em contato imediatamente com a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou com o Corpo de Bombeiros, discando 193.

Conclusão: Vigilância Contínua e Esforços de Recuperação

A continuidade das condições climáticas adversas em Minas Gerais mantém as autoridades em alerta máximo e a população em estado de vigilância. Diante da gravidade da situação, a adesão às orientações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros é fundamental para mitigar riscos e preservar vidas, enquanto o estado se prepara para os desafios da recuperação e assistência às áreas mais afetadas por este desastre natural sem precedentes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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