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Monique Medeiros Deixa a Prisão Após Adiamento do Julgamento do Caso Henry Borel

Dinael Monteiro
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© PCRJ/Divulgação

Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte de seu filho, Henry Borel, deixou a penitenciária Talavera Bruce, localizada no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro, no início da noite desta segunda-feira (23). A decisão judicial que resultou em sua soltura imediata e retorno ao lar ocorre em meio a um cenário de tumulto processual e o adiamento do aguardado julgamento do caso.

Liberação por 'Excesso de Prazo' e Decisão Judicial

A medida de relaxamento da prisão de Monique Medeiros foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri. A magistrada acatou o pedido da defesa da ré, justificando a decisão pela possibilidade de 'excesso de prazo' decorrente do inesperado adiamento do julgamento. Este desdobramento legal permitiu que Monique aguardasse os próximos passos do processo em liberdade, sob a justificativa de que a manutenção da prisão preventiva não seria mais proporcional diante da interrupção do rito processual.

O Adiamento Controversos do Júri

O júri do caso Henry Borel, que teria seu início após cinco anos do crime, foi adiado para 25 de maio próximo. A interrupção ocorreu após a defesa de Jairo dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho – padrasto de Henry e também réu no processo –, solicitar o adiamento alegando falta de acesso a provas fundamentais. Após a recusa do pedido pela juíza Elizabeth Louro, os cinco advogados que representavam Dr. Jairinho abandonaram o plenário, uma atitude que forçou o adiamento da sessão, comprometendo o andamento do processo.

Críticas à Conduta da Defesa e Repercussões

A magistrada expressou veementemente seu descontentamento com a postura da defesa de Dr. Jairinho, classificando a decisão como desprovida de respaldo legal e uma interrupção indevida do curso processual. Segundo a juíza, 'combater a presidência do ato e afrontar o respeito à atividade profissional dessa magistrada na condução dos trabalhos, culminando com o abandono do plenário e consequente adiamento, é conduta que fere os princípios que norteiam as sessões de julgamento, além dos direitos dos acusados e da família da vítima'. Ela ainda pontuou que a atitude violou o direito de todas as partes envolvidas a um julgamento em tempo razoável.

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Ministério Público Recorre da Soltura de Monique Medeiros

Em resposta aos recentes acontecimentos, a 2ª Promotoria de Justiça junto ao 2º Tribunal do Júri da Capital manifestou seu repúdio à conduta da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, classificando-a como 'ilegal'. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) interpreta o abandono do plenário como mais uma das 'reiteradas tentativas das defesas de tumultuar o andamento regular do processo'. Diante desse cenário, o MPRJ anunciou que irá recorrer da decisão que determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, buscando reverter a soltura da acusada.

O caso Henry Borel, marcado por reviravoltas e intensas discussões jurídicas, ganha mais um capítulo com a liberdade provisória de Monique Medeiros e o adiamento do julgamento. A batalha legal promete continuar, com o Ministério Público determinado a contestar a decisão e garantir a celeridade e a justiça no processo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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