Moraes Autoriza Depoimento Presencial de Bolsonaro sobre Arma Apreendida com Agente de Segurança

Dinael Monteiro
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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira (19) a autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro preste depoimento. A medida visa esclarecer as circunstâncias envolvendo uma arma de fogo de sua propriedade que foi encontrada em posse de um de seus seguranças. O incidente é objeto de investigação pela Polícia Civil do Distrito Federal, marcando um novo capítulo nas apurações sobre o armamento.

Detalhes da Intimação e o Andamento da Investigação

A determinação de Moraes acolhe um pedido feito pelo delegado Thiago Boing, responsável pela condução do inquérito. O depoimento de Bolsonaro será realizado de forma presencial na próxima terça-feira, dia 23 de abril, às 15h, em sua residência, local onde o ex-presidente atualmente cumpre prisão domiciliar. Esta decisão surge após uma tentativa anterior de intimação, no dia 17, ser frustrada pela equipe de segurança de Bolsonaro, que impediu o acesso do delegado.

A Apreensão da Arma: Cronologia e Contexto

A pistola em questão foi apreendida na noite da última segunda-feira (15), por volta das 23h30. Durante uma blitz de rotina em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga, a Polícia Militar parou um veículo Honda Civic. O motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e prontamente informou que a arma – uma pistola Glock 9 milímetros, acompanhada de um carregador sobressalente – pertencia ao ex-presidente. Conduzido à delegacia, o segurança relatou que a arma havia sido entregue a ele no mesmo dia para ser reparada, devido a uma pane, com a intenção de devolvê-la no dia seguinte.

Posicionamento da Defesa e Novos Questionamentos Judiciais

A defesa de Jair Bolsonaro confirmou a propriedade da arma, argumentando que o ex-presidente não possui qualquer restrição legal que o impeça de mantê-la em sua residência e que ela foi deixada com o segurança especificamente para fins de conserto. Paralelamente à autorização do depoimento, o ministro Alexandre de Moraes também estipulou um prazo de 48 horas para que os advogados de Bolsonaro informem se os agentes responsáveis pela segurança pessoal do ex-presidente são dispensados de suas funções durante o período noturno, adicionando um novo elemento à investigação que pode elucidar as circunstâncias da apreensão.

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Próximos Passos na Investigação

O depoimento do ex-presidente é considerado um passo crucial para o esclarecimento completo dos fatos. A expectativa é que as informações fornecidas por Bolsonaro e os detalhes sobre os turnos de seus seguranças ajudem a Polícia Civil a compreender integralmente a dinâmica que levou à apreensão da arma, avançando na investigação que busca estabelecer a regularidade e as responsabilidades envolvidas no caso.

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