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Pacientes com câncer colorretal são diagnosticados em estágio avançado

Dinael Monteiro
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© Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação

Um estudo recente da Fundação do Câncer revela um cenário preocupante no Brasil: a maioria dos pacientes com câncer colorretal (CCR) é diagnosticada em estágios avançados da doença. A análise de 177 mil casos registrados em hospitais públicos e privados entre 2013 e 2022 aponta que mais de 60% dos diagnósticos ocorrem quando a doença já está em fases avançadas.

Essa demora no diagnóstico reduz significativamente as chances de cura, conforme alerta Luiz Augusto Maltoni, diretor-executivo da Fundação do Câncer. Ele ressalta o alto número de casos que chegam ao sistema de saúde em estágio avançado, com cerca de 50% dos pacientes já apresentando metástase (estágio 4) e outros 25% no estágio 3.

O estudo reforça a importância do diagnóstico precoce. A identificação de sintomas, mesmo que leves, deve motivar a busca por um serviço de saúde para investigação e possível rastreamento. Maltoni enfatiza a necessidade de intervenções estatais para convocar a população para exames, visando detectar tanto tumores quanto lesões precursoras que podem evoluir para câncer.

Atualmente, o exame inicial para detecção precoce do CCR no Brasil é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, recomendada para pessoas acima de 50 anos. No entanto, a análise de dados indica que o pico de incidência da doença ocorre entre os 50 e 60 anos, sugerindo a necessidade de antecipar a faixa etária para o rastreamento. A Fundação do Câncer propõe iniciar o rastreamento aos 45 ou até 40 anos, para identificar lesões em estágios iniciais e tratá-las antes que se transformem em carcinomas.

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O estudo também destaca a importância da prevenção primária, relacionada aos hábitos de vida. Evitar o excesso de peso, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a falta de atividade física são medidas cruciais para reduzir o risco de desenvolver CCR. Há uma correlação direta entre obesidade e a incidência da doença, com regiões do país com maior taxa de obesidade apresentando também maiores taxas de câncer colorretal.

A análise dos casos revelou que o câncer de cólon e reto é mais comum em pessoas brancas (34,6%), seguidas por pessoas negras (30,9%). As regiões Sudeste e Sul concentram o maior número de casos e equipamentos para diagnóstico e tratamento. Contudo, a Região Centro-Oeste é onde se observa o maior deslocamento de pacientes para tratamento em outras localidades.

A Fundação do Câncer projeta um aumento de 21% no número de casos de CCR entre 2030 e 2040, alcançando cerca de 71 mil novos casos e 40 mil óbitos. Diante desse cenário, Maltoni defende a implementação de uma estratégia nacional de prevenção e diagnóstico precoce, capitaneada pelo Ministério da Saúde. Ele cita o sistema de saúde inglês como exemplo, onde os pacientes recebem kits para coleta de amostras de fezes em casa, facilitando o acesso ao rastreamento.

O estudo também associa o tabagismo e a obesidade a maiores taxas de incidência da doença. Capitais como Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande, com altas proporções de fumantes, e Porto Alegre, Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo, com alta prevalência de obesidade, apresentam as maiores taxas de incidência de CCR. Quase metade dos casos registrados no país está concentrada na Região Sudeste (49,4%), e a maioria dos pacientes (85,9%) tem 50 anos ou mais. A cirurgia continua sendo a principal forma de tratamento inicial.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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