A Zona da Mata Mineira enfrenta um cenário de devastação após intensos temporais que atingiram a região desde a última segunda-feira (23). O balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) na manhã desta quinta-feira (26) aponta para um total alarmante de 49 mortos, resultado direto de deslizamentos e enchentes que assolaram diversas localidades.
Impacto Devastador em Juiz de Fora e Ubá
As cidades de Juiz de Fora e Ubá são as mais castigadas por esta calamidade. Em Juiz de Fora, o número de vítimas fatais alcançou 43, e ainda há 16 pessoas desaparecidas, intensificando a angústia das famílias. A prefeitura local informou que a tragédia já deixou mais de 3,5 mil moradores em situação de desabrigo ou desalojamento, necessitando de assistência urgente. Desde o início das chuvas, a Defesa Civil do município registrou impressionantes 1.257 ocorrências relacionadas aos desastres naturais.
No município de Ubá, a situação também é crítica, com seis mortes confirmadas e o registro de dois desaparecidos, demonstrando a amplitude dos danos humanos e materiais que afetam a região.
Previsão do Tempo e Alerta de Novas Ocorrências
Apesar do cenário já adverso, a instabilidade meteorológica persiste. Segundo a Defesa Civil estadual, a passagem de uma frente fria mantém as condições propícias para mais chuvas nesta quinta-feira. A previsão indica acumulados que podem variar entre 40 e 60 milímetros, afetando não apenas a Zona da Mata Mineira, mas também a Região Metropolitana de Belo Horizonte, a região Central do estado, e as porções Norte e Noroeste de Minas Gerais.
O alerta permanece elevado para a ocorrência de alagamentos, enxurradas e novos deslizamentos de terra. Além disso, as pancadas de chuva podem ser acompanhadas de raios, trovoadas, rajadas de vento que chegam a até 80 quilômetros por hora e queda isolada de granizo. As temperaturas máximas, por sua vez, devem se manter amenas, variando entre 25°C e 28°C.
Conclusão: Resposta e Vigilância Contínua
Diante da dimensão da tragédia e da continuidade dos riscos climáticos, as autoridades locais e estaduais reforçam a importância da vigilância e da adoção de medidas preventivas pela população. O trabalho de resgate, assistência aos desabrigados e monitoramento das áreas de risco segue em ritmo intenso, buscando mitigar os impactos e prestar apoio às comunidades afetadas. A solidariedade e a prontidão na resposta são cruciais para atravessar este momento desafiador que assola Minas Gerais.


