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Tesouro Direto Registra Vendas Recordes em Janeiro, Impulsionado por Juros e Inflação

Dinael Monteiro
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© José Cruz/Agência Brasil

O Tesouro Direto, plataforma que permite a pessoas físicas investirem em títulos públicos federais, alcançou um marco histórico em janeiro, registrando o maior volume de vendas mensais desde sua criação em 2002. Divulgado pelo Tesouro Nacional, o programa comercializou expressivos R$ 12,02 bilhões em papéis no primeiro mês do ano, superando todas as expectativas e refletindo um crescente interesse dos investidores em um cenário econômico estratégico.

Crescimento Excepcional e Análise Comparativa

O valor recorde de R$ 12,02 bilhões representa um avanço significativo em relação aos meses anteriores. Em comparação com dezembro, quando as vendas somaram R$ 9,47 bilhões, o crescimento foi de 26,9%. A performance é ainda mais notável ao ser cotejada com janeiro do ano anterior, apresentando uma elevação de 37,21%. Este resultado não apenas estabelece um novo patamar para o programa, mas também supera o recorde anterior de R$ 11,69 bilhões, registrado em março do ano passado, consolidando a tendência de expansão da participação individual no mercado de dívida pública.

Preferências dos Investidores e Cenário Econômico

A análise das preferências dos investidores em janeiro revela uma clara predileção por títulos vinculados aos juros básicos, que representaram 48,9% do total das vendas. Esse movimento é diretamente influenciado pela atratividade da Taxa Selic, cujos patamares historicamente elevados continuam a oferecer retornos competitivos. Em segundo lugar, os papéis corrigidos pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atraíram 28,2% dos recursos, impulsionados pela expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses. Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da aplicação, totalizaram 15,1% das vendas.

Entre os lançamentos mais recentes, o Tesouro Renda+, destinado ao planejamento da aposentadoria e introduzido no início de 2023, capturou 6,4% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 com o objetivo de financiar a poupança para o ensino superior, embora inovador, ainda busca maior adesão, respondendo por 1,5% do volume total.

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Expansão da Carteira e Base de Participantes

O estoque total do Tesouro Direto demonstrou um crescimento robusto, atingindo R$ 220,24 bilhões ao final de janeiro. Este valor representa um aumento de 3,28% em relação ao mês anterior e um impressionante salto de 37,75% na comparação com janeiro do ano passado. Essa expansão se deve não apenas à correção pelos juros, mas também ao expressivo saldo positivo entre vendas e resgates, que resultou em uma captação líquida de R$ 4,88 bilhões no período.

A base de investidores do programa também segue em ascensão. Em janeiro, 330.786 novos participantes se juntaram ao Tesouro Direto, elevando o número total de investidores para 34.587.727. Nos últimos 12 meses, este contingente registrou uma alta de 9,83%. O número de investidores ativos, aqueles com operações em aberto, chegou a 3.454.385, um incremento de 14,73% no mesmo período, evidenciando uma crescente confiança e engajamento com a plataforma.

Perfil de Investimento e Prazos Preferidos

A democratização do acesso a investimentos em títulos públicos é uma marca do Tesouro Direto. Em janeiro, a predominância de pequenos investidores foi clara, com 77,5% das 1.305.976 operações de vendas correspondendo a valores de até R$ 5 mil. As aplicações de até R$ 1 mil, por sua vez, representaram 55,7% do total, sublinhando o caráter acessível da plataforma. Apesar disso, o valor médio por operação alcançou R$ 9.207,33.

Em relação aos prazos de investimento, a preferência recaiu sobre títulos de médio termo. As vendas de papéis com vencimento entre cinco e dez anos responderam por 40,6% do total. Operações com prazo de até cinco anos representaram 39,9%, enquanto os títulos de longo prazo, com vencimento superior a dez anos, atraíram 19,5% das vendas, mostrando uma diversificação nas estratégias de investimento conforme os objetivos de cada aplicador.

O Tesouro Direto como Instrumento de Financiamento e Acesso

Criado em 2002, o Tesouro Direto consolidou-se como um canal vital para o financiamento governamental e para a popularização do acesso de pessoas físicas aos títulos públicos. Ao permitir a compra direta, via internet e sem a intermediação tradicional de agentes financeiros – exceto por uma taxa da B3 –, o programa simplifica o processo de investimento. Os recursos captados são essenciais para que o governo honre suas dívidas e compromissos, oferecendo em contrapartida aos investidores retornos atrelados à Selic, índices de inflação, câmbio ou taxas pré-fixadas, consolidando-se como uma opção de investimento segura e transparente.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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