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CPI do Crime Organizado Convoca Governador Ibaneis Rocha em Desdobramento do Caso Banco Master

Dinael Monteiro
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© José Cruz/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), anunciou a intenção de convocar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A decisão surge após um impasse na sessão desta terça-feira (3), em Brasília, quando o governador, que havia sido convidado, não compareceu, enviando representantes que também não atenderam às expectativas da comissão. Caso o requerimento de convocação seja aprovado pelo colegiado, Ibaneis Rocha será legalmente obrigado a depor, marcando um novo capítulo nas investigações sobre a atuação de facções criminosas e o controverso caso Banco Master.

Impasse e Convocação Formal: O Caminho da CPI

Inicialmente convidado para a sessão da CPI, o governador Ibaneis Rocha informou, via ofício, que designaria o secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, para representá-lo. Contudo, quem efetivamente compareceu foi o secretário-executivo da pasta, Alexandre Patury, o que gerou insatisfação entre os membros da comissão. Diante da ausência do titular da Segurança e, consequentemente, do governador, a sessão de 3 de outubro foi cancelada. Este desdobramento levou o presidente da CPI a formalizar o pedido de convocação, transformando um convite em uma intimação legal para o depoimento de Ibaneis Rocha.

A Justificativa da CPI: O Papel Estratégico do Distrito Federal

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ressaltou a importância da oitiva do governador do DF, mesmo reconhecendo que a capital federal apresenta uma taxa de homicídios "controlada". Vieira argumentou que Brasília, como sede do poder político e econômico do país, possui um papel estratégico fundamental no combate ao crime organizado. Segundo o senador, a contribuição de seus gestores é crucial para detalhar as estratégias de enfrentamento à lavagem de dinheiro, a descapitalização de facções criminosas e a prevenção da infiltração dessas organizações em setores da economia e do próprio Estado.

O Escândalo do Banco Master e as Acusações Contra o BRB

A convocação de Ibaneis Rocha ganha contornos mais específicos devido à sua ligação com o escândalo do Banco Master. O governador enfrenta, na Câmara Legislativa do DF, pedidos de abertura de uma CPI local e de impeachment. O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública do DF, está sob investigação por uma suposta tentativa de aquisição do Banco Master. Este último é acusado de emitir créditos falsos, levantando recursos fraudulentamente no mercado financeiro. As investigações indicam que as fraudes podem atingir a cifra de R$ 17 bilhões, culminando na liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Ibaneis Rocha, por sua vez, nega veementemente qualquer irregularidade e declara estar tranquilo quanto ao inquérito que envolve o BRB.

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Desafios na Oitiva de Governadores: Um Padrão Recorrente

A dificuldade em assegurar a presença de Ibaneis Rocha não é um caso isolado nas agendas da CPI. A comissão planejava ouvir governadores de diversos estados para discutir a atuação do crime organizado em suas jurisdições. Na quarta-feira (4), estava agendado o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. No entanto, essa sessão também precisou ser cancelada. Castro informou à CPI que estava em agenda oficial na Europa, impossibilitando sua presença. Estes eventos sublinham os desafios logísticos e protocolares enfrentados pela CPI na tentativa de colher informações diretamente dos chefes de executivos estaduais.

A decisão de convocar Ibaneis Rocha eleva a tensão em Brasília e destaca a determinação da CPI em aprofundar as investigações sobre o crime organizado e suas complexas ramificações, incluindo a esfera política e financeira. Os próximos passos da comissão, especialmente a votação do requerimento, serão cruciais para definir o curso do depoimento e as futuras apurações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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