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Covid-19 Lidera Mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves no Brasil em Janeiro

Dinael Monteiro
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© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em janeiro deste ano, o Brasil registrou um preocupante cenário epidemiológico onde a Covid-19 se destacou como a principal causa de óbitos entre as síndromes respiratórias agudas graves (SRAG). Dados do informativo Vigilância das Síndromes Gripais revelam que ao menos 29 brasileiros perderam a vida em decorrência de complicações do Sars-CoV-2 no período, posicionando o coronavírus como o agente viral mais letal identificado no mês. A contagem, contudo, ainda pode ser subestimada, uma vez que diversas investigações sobre as causas de óbito seguem em andamento ou aguardam atualização.

Panorama das Síndromes Respiratórias Agudas Graves em Janeiro

Nas primeiras quatro semanas de 2024, o país contabilizou um total de 163 mortes atribuídas a Síndromes Respiratórias Agudas Graves. Destas, 117 óbitos não tiveram seu principal agente viral causador identificado, evidenciando um desafio na vigilância. Entre os vírus confirmados, a Covid-19 liderou com 29 casos fatais. A seguir, vieram a Influenza A H3N2 e o Rinovírus, ambos com sete óbitos, e a Influenza A não subtipada, com seis. Outros patógenos, como H1N1, Influenza B e VSR, somaram cinco mortes no período. Ao todo, foram 4.587 casos de SRAG registrados, incluindo os não-letais, dos quais 3.373 aguardam identificação viral.

Impacto Regional e Demográfico da Covid-19

A distribuição geográfica dos óbitos em janeiro mostrou São Paulo como o estado com o maior número de mortes confirmadas, registrando 15 de um total de 140 casos notificados. A faixa etária mais afetada pelas Síndromes Respiratórias Agudas Graves foi a de idosos com mais de 65 anos, totalizando 108 mortes. Especificamente entre os casos com Sars-CoV-2 identificado, 19 vítimas pertenciam a esse grupo etário, ressaltando a vulnerabilidade dos mais velhos frente ao coronavírus e a necessidade de atenção especial a essa população.

Desafios na Cobertura Vacinal e a Importância da Imunização

Apesar da gravidade e da persistência da Covid-19, os dados de vacinação no Brasil indicam que a cobertura imunológica está aquém do ideal. Desde 2024, a vacina contra o coronavírus foi incorporada ao calendário básico para crianças, idosos e gestantes, além da recomendação de reforço periódico para grupos especiais. No entanto, o cumprimento dessas metas tem sido um obstáculo significativo. Um levantamento do Ministério da Saúde para o ano de 2025 revelou que, de cada dez doses distribuídas a estados e municípios (totalizando 21,9 milhões), menos de quatro foram efetivamente aplicadas, resultando em apenas oito milhões de vacinas utilizadas. Essa lacuna entre a oferta e a aplicação compromete a proteção coletiva e individual, especialmente diante da capacidade do vírus de gerar quadros graves, como evidenciado pelos mais de 10.410 casos de SRAG e cerca de 1.700 mortes por coronavírus monitorados pela Fiocruz em 2025.

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O cenário de janeiro de 2024 reforça a necessidade contínua de vigilância e de esforços para ampliar a cobertura vacinal contra a Covid-19 e outras síndromes respiratórias. A persistência do vírus como agente letal, especialmente em grupos vulneráveis como os idosos, aliada aos desafios na adesão à vacinação, sublinha a importância de campanhas de conscientização e da facilitação do acesso às doses para proteger a população e mitigar a gravidade da doença em todo o território nacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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