Ad imageAd image

Pezeshkian Afirma: Irã Não Nutre Inimizade pelo Povo dos EUA, Aponta Histórico de Desconfiança e Resiliência

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© Irã/WANA

Em uma carta direta e abrangente, endereçada “ao povo dos Estados Unidos da América” e “àqueles que continuam a buscar a verdade”, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian articulou uma mensagem central: o povo do Irã não guarda hostilidade contra outras nações, incluindo os cidadãos americanos, europeus ou de países vizinhos. Publicado em inglês na rede social X, o longo texto surge em um momento de tensões elevadas, com o líder iraniano enfatizando a necessidade de combater o que ele descreve como uma “enxurrada de distorções e narrativas fabricadas” que obscurecem a percepção internacional sobre seu país e sua história de repetidas intervenções estrangeiras.

Uma Mensagem de Distinção e Não-Agressão

Pezeshkian sublinhou um princípio cultural profundamente enraizado na consciência coletiva iraniana: a clara distinção entre governos e os povos que eles governam. Esta não é, segundo ele, uma postura política passageira, mas um valor intrínseco. Ele reforça essa ideia ao destacar que o Irã, berço de uma das civilizações contínuas mais antigas da humanidade, jamais optou pelo caminho da agressão, da expansão colonialista ou da dominação, apesar de suas vantagens históricas e geográficas.

A Presença Militar Estrangeira e a Defesa Iraniana

O presidente iraniano chamou a atenção para a concentração significativa de forças, bases e capacidades militares dos Estados Unidos ao redor do Irã. Ele argumentou que essa presença, especialmente por parte de um país que nunca iniciou uma guerra contra os EUA, representa uma ameaça palpável. As recentes agressões americanas, lançadas a partir dessas bases, evidenciaram o caráter perigoso dessa configuração militar, justificando, na visão iraniana, o fortalecimento de suas capacidades defensivas. Para Pezeshkian, as ações do Irã são respostas comedidas e fundamentadas na legítima autodefesa, jamais iniciativas de guerra ou agressão.

Raízes da Desconfiança: O Ponto de Virada nas Relações Irã-EUA

Pezeshkian contextualizou a deterioração das relações Irã-EUA, observando que nem sempre foram hostis. Ele apontou como um marco crucial a Operação Ajax, articulada pelos EUA com apoio do Reino Unido, que derrubou o primeiro-ministro democraticamente eleito Mohammad Mossadegh. Esse golpe, motivado pela nacionalização dos recursos petrolíferos iranianos, desestruturou o processo democrático do país, restaurou uma ditadura e plantou uma profunda semente de desconfiança nas políticas americanas. Essa desconfiança foi ainda mais aprofundada pelo apoio dos EUA ao regime do Xá, o respaldo a Saddam Hussein durante a guerra imposta nos anos 1980, a imposição das sanções mais longas e abrangentes da história moderna, e agressões militares não provocadas, inclusive em meio a negociações.

- Anúncio -
Ad image

Resiliência e Progresso Iranianos Apesar das Pressões

Apesar das contínuas pressões externas e desafios, o presidente Pezeshkian afirmou que as tentativas de enfraquecer o Irã falharam. Pelo contrário, o país se fortaleceu significativamente em diversas áreas após a Revolução Islâmica. Ele citou o triplicar das taxas de alfabetização, a expansão do ensino superior, avanços expressivos em tecnologia moderna, a melhoria dos serviços de saúde e o desenvolvimento infraestrutural em ritmo e escala sem precedentes. Essas realidades mensuráveis, argumentou, existem independentemente de narrativas fabricadas, embora o impacto destrutivo das sanções, da guerra e da agressão na vida do resiliente povo iraniano não deva ser subestimado. A continuidade da agressão militar e os bombardeios recentes, segundo ele, afetam profundamente a vida, as atitudes e as perspectivas das pessoas, que não permanecem indiferentes aos responsáveis.

Questionando as Motivações e o Impacto Global

O líder iraniano levantou questões incisivas sobre se os interesses do povo norte-americano estão sendo verdadeiramente atendidos pela atual política de confronto. Ele questionou a justificativa para ações como o massacre de crianças inocentes, a destruição de instalações farmacêuticas de tratamento contra o câncer, ou a retórica de bombardear um país “de volta à idade da pedra”. Pezeshkian sugeriu que tais atos não servem a nenhum propósito além de prejudicar ainda mais a posição global dos Estados Unidos, reiterando que o Irã sempre buscou negociações e cumpriu seus compromissos. Ele concluiu que a decisão de Washington de se retirar de acordos, escalar o confronto e lançar atos de agressão durante negociações foram escolhas destrutivas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *