Ad imageAd image

Vik Muniz: Maior Retrospectiva do Artista Chega ao CCBB Rio com Obras Inéditas

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© Vik Muniz/Divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) se prepara para receber, a partir do próximo dia 20, a mais abrangente retrospectiva dedicada à obra do renomado artista plástico Vik Muniz. Intitulada 'Vik Muniz – A Olho Nu', a exposição, que já atraiu mais de 150 mil visitantes em Recife e Salvador, chega à capital fluminense com uma versão ampliada e acréscimos significativos, incluindo diversas obras inéditas. Com entrada gratuita, a mostra promete um mergulho profundo nos mais de 40 anos de trajetória do artista, consolidando-se como um dos eventos culturais mais esperados do ano.

A Retrospectiva Ampliada: "A Olho Nu" no Rio

Sob a curadoria de Daniel Rangel, 'A Olho Nu' no CCBB RJ não é apenas mais uma etapa da turnê, mas sim a culminação de um projeto ambicioso. Rangel enfatiza que esta é a maior montagem da exposição já realizada, reunindo quase 250 obras, entre fotografias e esculturas, que atravessam a vasta produção de Muniz. 'Nunca Vik tinha feito uma exposição que reunisse ao mesmo tempo as séries de fotografias e as esculturas do começo da trajetória', explica o curador, destacando que a edição carioca foi consideravelmente enriquecida com peças que não foram exibidas nas cidades anteriores, além de criações concebidas especialmente para esta ocasião. Mesmo aqueles familiarizados com o trabalho do artista encontrarão surpresas na diversidade e volume do acervo reunido, que inclui 43 diferentes séries de seu extenso repertório.

A Poética de Vik Muniz: Arte e Aproximação

A essência da arte de Vik Muniz reside em sua capacidade de 'capturar' o público através de uma combinação engenhosa de humor, referências a imagens icônicas e o uso inusitado de materiais do cotidiano. Brinquedos, chocolate, recortes de revista e diversos outros elementos mundanos são transformados em composições complexas que, uma vez fotografadas, adquirem uma nova dimensão. Essa abordagem recorrente, segundo Daniel Rangel, convida o espectador a 'mergulhar no processo do artista', criando uma identificação imediata. Ao contrário de muitos artistas que buscam um distanciamento, Muniz opera na contramão, promovendo uma aproximação. Seja através de suas obras em galerias, capas de discos ou aberturas de novelas, ele 'democratiza o espaço da arte', quebrando as fronteiras entre o criador e o observador comum e instigando a curiosidade sobre o fazer artístico.

Instalações Inéditas e Séries Exclusivas

A edição do CCBB RJ se destaca por apresentar um conjunto de instalações grandiosas e séries inéditas que foram concebidas ou expandidas especialmente para a mostra. Com um total de cinco trabalhos criados especificamente para o Rio de Janeiro, além de obras restauradas e novas versões, o público terá uma experiência singular e multifacetada.

- Anúncio -
Ad image

O Pterossauro do Museu Nacional

Entre as novidades mais impactantes está o 'Tropeognathusmesembrinus', um impressionante pterossauro gigante suspenso na Rotunda do CCBB RJ. Com uma envergadura de 8,20 metros e 2,55 metros de comprimento, a escultura integra a série 'Museu de Cinzas', um projeto comovente que reconstrói, simbolicamente, peças do acervo do Museu Nacional destruídas pelo incêndio de 2018. Esta obra foi desenvolvida em parceria com o laboratório do Museu Nacional, utilizando polímero infundido com cinzas da própria instituição, criando uma poderosa conexão entre memória, arte e recuperação e podendo ser vista inclusive do segundo andar.

Da Mitologia à Memória Afetiva

Outras duas obras monumentais, que também não foram vistas nas cidades anteriores, complementam a experiência no térreo. Um tapete redondo de dez metros de diâmetro, cobrindo o chão da Rotunda, estampa a icônica 'Medusa Marinara' (1997), na qual o mito greco-romano é recontado com molho de tomate; a obra original em jato de tinta está igualmente exposta no primeiro andar. Adicionalmente, a escultura 'Ferrari Berlinetta' (2014/2026), da série 'Veículos Mnemônicos', chega da Itália. Com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos, a peça reproduz em escala real um carrinho de brinquedo da infância do artista, completo com seus arranhões, transformando memórias pessoais e objetos cotidianos em uma experiência monumental e tangível.

Novas Séries em Destaque

Além das instalações de grande porte, a exposição no Rio introduz seis novas séries que ampliam o panorama da produção de Vik Muniz em relação às mostras anteriores: 'Principia' (1997–2002), com seu caráter interativo; 'Verso' (2008/2012); 'Veículos Mnemônicos' (2014/2026); 'Museu de Cinzas' (2019/2026); 'Colônias' (2014-2016); e 'Os Arquivos de Weimar' (2004). Essas adições garantem uma visão ainda mais completa das diferentes fases e explorações conceituais do artista, reiterando sua busca por uma arte que se conecta e dialoga diretamente com o público.

Com um acervo que abarca 43 diferentes séries de fotografias e esculturas, a exposição 'Vik Muniz – A Olho Nu' no CCBB RJ oferece uma oportunidade ímpar para o público carioca e visitantes se conectarem com a inventividade e a visão humanista de um dos mais celebrados artistas brasileiros contemporâneos. A mostra estará aberta de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h, até o dia 7 de setembro, com ingressos gratuitos disponíveis na bilheteria ou pelo site do Centro Cultural Banco do Brasil. Uma celebração da arte que transforma o cotidiano em espetáculo e convida à reflexão.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *