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Brasil e Rússia Fortalecem Laços em Fórum Empresarial, Buscando Ampliar e Diversificar Parcerias

Dinael Monteiro
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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agênci

O Brasil e a Rússia reforçaram seu compromisso em aprofundar as parcerias comerciais e a cooperação estratégica, com foco na diversificação das relações bilaterais para além do tradicional agronegócio. Em um encontro que reuniu autoridades de alto escalão e representantes empresariais no Itamaraty, em Brasília, o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, e o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, lideraram o Fórum Empresarial Brasil-Rússia, onde foi assinado um documento que delineia as novas diretrizes da colaboração entre os dois países.

Cooperação Estratégica em Energia Nuclear e Saúde

Um dos pilares da renovada parceria reside na defesa do uso pacífico da energia nuclear. Ambas as nações, membros do BRICS, expressaram interesse mútuo na promoção de projetos conjuntos que englobem a geração de energia nuclear, o ciclo do combustível nuclear e a atualização da base jurídica bilateral para esta cooperação. Em linha com essa pauta, há um objetivo claro de ampliar a produção e o fornecimento de radioisótopos medicinais, essenciais para atender às crescentes necessidades do setor de saúde.

A parceria se estende, ainda, para o desenvolvimento da indústria farmacêutica e médico-hospitalar. A expectativa é que essa colaboração no setor de saúde contribua não apenas para a inovação e o acesso a tratamentos, mas também fortaleça a resiliência dos sistemas de saúde em ambos os países.

Ampliando Horizontes Comerciais Além do Agronegócio

Embora o agronegócio seja historicamente um motor robusto nas relações comerciais, com o Brasil figurando como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos e a Rússia como fornecedora-chave de insumos agrícolas estratégicos, o foco do fórum foi buscar uma maior diversificação. As autoridades destacaram a importância de ir além dos produtos primários, explorando possibilidades de ampliação das exportações brasileiras de bens industrializados e a colaboração em áreas de maior valor agregado.

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Dados de 2025 indicaram um fluxo comercial de US$ 11 bilhões, com o Brasil registrando mais importações do que exportações. Alckmin sublinhou a necessidade de que o volume de negócios reflita o real potencial das duas grandes economias, enfatizando que a baixa diversificação e a concentração em commodities ainda marcam a relação. Para impulsionar essa transformação, o governo brasileiro reafirmou seu compromisso em proporcionar previsibilidade, segurança jurídica e um ambiente de negócios atrativo para investimentos e parcerias.

Fortalecendo o Multilateralismo e a Soberania

O documento assinado por Brasil e Rússia também ressalta a importância do multilateralismo e faz uma crítica explícita ao uso de “medidas coercitivas unilaterais”, especialmente quando direcionadas a países em desenvolvimento. A declaração conjunta descreve tais medidas como “ilícitas, ilegítimas e incompatíveis com o direito internacional e com a Carta das Nações Unidas”, alertando que agressões internacionais violam direitos humanos, prejudicam o desenvolvimento sustentável e representam uma grave afronta à independência e soberania dos Estados.

Em paralelo aos debates do fórum, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em nota do Palácio do Planalto, reiterou ao primeiro-ministro russo a urgência de fortalecer ações multilaterais. Lula defendeu a criação de mecanismos de acompanhamento para as iniciativas bilaterais, visando acelerar os resultados e gerar benefícios concretos e tangíveis para ambas as nações, impulsionando um progresso que ainda não se reflete plenamente nas cifras atuais.

Visão de Futuro: Tecnologia, Indústria e Projetos de Longo Prazo

A agenda de cooperação se estende a áreas de alta tecnologia e setores industriais estratégicos, visando projetos de longo prazo. Entre os domínios de interesse mútuo mencionados estão a construção naval, tecnologias industriais digitais, segurança cibernética, indústria química, energia (incluindo petróleo, gás e energia atômica), produção de medicamentos e a exploração do espaço. O primeiro-ministro Mishustin destacou a relevância de estreitar os contatos diretos entre as nações, salientando que o Brasil representa mais da metade do mercado latino-americano para produtos russos e que a Rússia é um dos cinco principais parceiros de importação do Brasil.

Essa visão prospectiva busca não apenas o aumento do volume de comércio, mas também o lançamento de projetos conjuntos que promovam a transferência de tecnologia e o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado. A meta é construir uma parceria mais robusta e resiliente, que contribua para a segurança alimentar global e para a estabilidade do sistema econômico internacional.

Contexto Global Nuclear

A discussão sobre energia nuclear pacífica ocorre em um momento de relevante cenário internacional, que recentemente viu a expiração do tratado New Start, o último acordo que limitava armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia. Este contexto sublinha a importância das discussões bilaterais sobre cooperação nuclear para fins civis e o compromisso conjunto com a não proliferação e a segurança global.

O Fórum Empresarial Brasil-Rússia culminou na reiteração do desejo mútuo de aprofundar e diversificar as relações bilaterais. Com um foco claro na cooperação em setores estratégicos como energia nuclear, saúde, tecnologia e a busca por um comércio mais equilibrado e de maior valor agregado, ambos os países buscam consolidar uma parceria de longo prazo que beneficie suas economias, fortaleça o multilateralismo e contribua para um cenário global mais estável e próspero.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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