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Comércio Exterior em Janeiro: Queda Histórica com EUA e Forte Crescimento com China Moldam Cenário Brasileiro

Dinael Monteiro
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© Reuters/Rodolfo Buhrer/Proibida reprodução

O panorama do comércio exterior brasileiro em janeiro revelou tendências nitidamente contrastantes entre seus principais parceiros comerciais. Enquanto as exportações para os Estados Unidos registraram um sexto mês consecutivo de declínio acentuado, o intercâmbio com a China demonstrou notável vigor, consolidando sua posição como motor da balança comercial do país. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em Brasília, sublinham a persistência dos impactos de barreiras tarifárias em um front e a crescente importância de mercados alternativos no outro.

Pressão e Queda nas Exportações para os Estados Unidos

No primeiro mês do ano, as vendas brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 2,4 bilhões. Este valor representa uma significativa retração de 25,5% em relação aos US$ 3,22 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Essa queda marca o sexto mês consecutivo de declínio, uma tendência que teve início após a imposição de sobretaxas pelo governo de Donald Trump em meados de 2025. Mesmo com uma revisão parcial dessas tarifas no final do ano passado, o MDIC estima que aproximadamente 22% das exportações brasileiras ainda permanecem sob alíquotas extras, que variam entre 40% e 50%, exercendo contínua pressão sobre o fluxo comercial.

Déficit Bilateral e Retração Geral com o Mercado Norte-Americano

Além da notável redução nas exportações, as importações de produtos dos Estados Unidos também apresentaram recuo, diminuindo 10,9% para US$ 3,07 bilhões em janeiro. Esse cenário resultou em um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral, configurando um saldo desfavorável para o Brasil. A corrente de comércio total entre as duas nações — que abrange a soma das exportações e importações — refletiu essa desaceleração, totalizando US$ 5,47 bilhões e registrando uma queda de 18% na comparação anual, evidenciando uma retração em ambas as direções do intercâmbio comercial.

A Ascensão Contínua do Comércio com a China

Em um contraste marcante, o comércio com a China apresentou um desempenho robusto. As exportações brasileiras para o país asiático cresceram 17,4% em janeiro, alcançando a cifra de US$ 6,47 bilhões, em comparação com os US$ 5,51 bilhões do ano anterior. Paralelamente, as importações de produtos chineses registraram uma leve queda de 4,9%, totalizando US$ 5,75 bilhões. Essa dinâmica favorável garantiu ao Brasil um superávit significativo de US$ 720 milhões no mês. A corrente de comércio total com a China atingiu US$ 12,23 bilhões, um aumento de 5,7%, solidificando a posição da China como o principal parceiro comercial e um dos maiores impulsionadores do superávit brasileiro.

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Desempenho com Outros Mercados Chave: União Europeia e Argentina

Analisando outros mercados estratégicos, o Brasil registrou um superávit de US$ 310 milhões com a União Europeia em janeiro. Contudo, a corrente de comércio com o bloco europeu experimentou uma redução de 8,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionada por uma queda de 6,2% nas exportações e de 11,5% nas importações. No que diz respeito à Argentina, o Brasil também obteve um superávit, de US$ 150 milhões, apesar de uma forte retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras para o país vizinho diminuíram 24,5%, enquanto as importações recuaram 13,6% na comparação anual, refletindo desafios regionais.

Cenário Global e Perspectivas da Balança Comercial Brasileira

Os dados de janeiro para o comércio exterior brasileiro oferecem um panorama complexo de desafios e oportunidades. A persistência dos efeitos das barreiras tarifárias com os Estados Unidos sublinha a vulnerabilidade a políticas protecionistas, enquanto o dinamismo com a China e a capacidade de manter superávits com outros parceiros como a União Europeia e a Argentina demonstram a resiliência e a importância da diversificação de mercados. Para navegar neste cenário global volátil, será crucial que o Brasil continue a fortalecer e expandir seus laços comerciais, buscando novas avenidas e mitigando riscos em um contexto geopolítico e econômico em constante mutação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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