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Comércio Varejista Brasileiro Atinge Patamar Recorde em Janeiro, Aponta IBGE

Dinael Monteiro
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© Tomaz Silva/Agência Brasil

O comércio varejista brasileiro iniciou o ano com força, registrando um crescimento de 0,4% no volume de vendas entre dezembro e janeiro. Este avanço, divulgado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11), levou o setor a igualar seu patamar mais elevado, um recorde previamente alcançado em novembro de 2025, marcando um momento histórico para a economia nacional.

Desempenho Geral e Reversão de Cenário

A expansão de 0,4% em janeiro de 2026 não apenas consolida um novo pico para a série histórica da pesquisa, iniciada no ano 2000, mas também reverte a queda de 0,4% observada em dezembro de 2025. Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, sublinhou a raridade de tais renovações de recorde, destacando a resiliência do setor.

A análise temporal revela um cenário positivo também em outras métricas. Na comparação com janeiro do ano anterior, as vendas do comércio varejista apresentaram um salto expressivo de 2,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor registra uma expansão de 1,6%. Além disso, a média móvel trimestral, que suaviza as flutuações e indica a tendência de comportamento, apontou uma alta de 0,3% em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2025.

Variação por Segmento: Destaques e Quedas

Dos oito segmentos analisados pelo IBGE, quatro demonstraram crescimento no volume de vendas de dezembro para janeiro, enquanto outros enfrentaram retrações, refletindo uma dinâmica heterogênea no mercado.

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Setores em Ascensão

A atividade de 'Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria' liderou os ganhos, com um aumento de 2,6%. Este segmento, que engloba produtos de higiene pessoal e beleza, tem exibido uma trajetória de crescimento constante desde julho de 2025, com exceção de dezembro. Outros setores que registraram alta foram 'Tecidos, vestuário e calçados' (1,8%), 'Outros artigos de uso pessoal e doméstico' (1,3%) e 'Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo' (0,4%). O segmento de 'Móveis e eletrodomésticos' permaneceu estável, com variação nula.

Segmentos em Retração

Em contraste, o setor de 'Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação' registrou a maior queda, com -9,3%. Cristiano Santos atribuiu esse 'tombo' significativo à volatilidade do dólar, explicando que empresas aproveitam momentos de valorização do real para repor estoques, postergando promoções. Ele também mencionou que o segmento vinha de um período de vendas robustas durante a Black Friday e o Natal. Outros segmentos que apresentaram desempenho negativo foram 'Livros, jornais, revistas e papelaria' (-1,8%) e 'Combustíveis e lubrificantes' (-1,3%).

Comércio Varejista Ampliado Aponta Crescimento Contínuo

Analisando o comércio varejista ampliado, que incorpora também as atividades de veículos, motos, partes e peças, além de material de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador cresceu 0,9% na passagem de dezembro para janeiro. Este resultado marca o décimo mês consecutivo de alta para essa comparação mensal consecutiva. Contudo, em uma perspectiva de 12 meses, o comércio varejista ampliado registrou uma variação nula (0%), indicando estabilidade ao longo do último ano.

O desempenho do comércio varejista em janeiro de 2026, ao igualar um recorde histórico e reverter tendências de queda, sinaliza um início de ano promissor para o setor. Apesar das variações observadas entre os diferentes segmentos, o panorama geral reflete uma recuperação e um dinamismo que, segundo especialistas, não são comuns, oferecendo um indicativo positivo para a economia brasileira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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