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Eclipse Lunar Total de 3 de Março: Brasil Terá Visão Parcial de um Espetáculo Celeste

Dinael Monteiro
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© Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Um novo eclipse lunar está marcado para o dia 3 de março, prometendo mobilizar a atenção de entusiastas e cientistas em todo o mundo. Embora o fenômeno seja sempre um motivo de fascínio, a maior parte do território brasileiro não estará em uma posição privilegiada para testemunhar a totalidade do evento, popularmente conhecido como "Lua de Sangue", que ocorre quando há um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua.

O Intrincado Alinhamento e a Cor Avermelhada da Lua

O espetáculo celeste acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, fazendo com que nosso planeta projete uma sombra sobre o satélite natural. Segundo o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esse alinhamento de três corpos celestes é a essência do eclipse lunar. A particularidade que confere à Lua o apelido de "Lua de Sangue" surge durante a fase total.

Nesse momento crucial, a luz solar, que normalmente iluminaria a Lua diretamente, é interceptada pela atmosfera terrestre antes de alcançá-la. Durante essa travessia atmosférica, a maior parte da luz azul é espalhada, um fenômeno que explica o azul do nosso céu. Apenas os comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja, conseguem atravessar e atingir a superfície lunar, colorindo-a com tons avermelhados, semelhantes aos de um pôr do sol. O termo "Lua de Sangue", embora impactante e de uso popular, ilustra de forma eficaz esse efeito visual deslumbrante causado pela filtragem atmosférica.

As Fases de um Eclipse Lunar Total

Todo eclipse total da Lua se desenrola em cinco etapas distintas, conforme detalha a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional. O processo inicia-se com o eclipse penumbral, quando a Lua ingressa na região mais clara e difusa da sombra da Terra, conhecida como penumbra. Nesta fase inicial, a diminuição do brilho lunar é sutil e, muitas vezes, difícil de ser percebida a olho nu.

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Em seguida, a Lua começa a entrar na umbra, a parte mais escura e central da sombra terrestre, marcando o início do eclipse parcial. É neste ponto que se observa a Lua escurecendo gradualmente, como se uma "mordida" fosse sendo retirada de seu disco. O ápice do fenômeno é atingido na fase total, quando a Lua está completamente submersa na umbra. Após a totalidade, o ciclo se inverte, com a Lua emergindo da umbra novamente na fase parcial, e finalmente saindo da penumbra, encerrando o evento.

Visibilidade no Brasil: Uma Perspectiva Desafiadora

Infelizmente, a maior parte do território brasileiro terá uma visibilidade limitada do eclipse de 3 de março. Segundo os especialistas, a maior parte do país testemunhará apenas o eclipse penumbral, cuja alteração no brilho lunar é tão tênue que pode passar despercebida. Em grandes centros urbanos como São Paulo e Brasília, a observação será particularmente difícil, pois o fenômeno ocorrerá por volta das 6h da manhã, com a Lua já muito baixa no horizonte oeste e prestes a ser ofuscada pelo nascer do Sol.

A situação melhora consideravelmente para as regiões mais a oeste. No Acre, Rondônia e oeste do Amazonas, será possível acompanhar parte significativa do eclipse parcial. Nessas localidades, por volta das 5h da manhã, a sombra da Terra já começará a ser visível avançando sobre o disco lunar. O máximo encobrimento nessas áreas deve ocorrer próximo das 5h45, com até 96% da Lua sendo coberta, oferecendo uma experiência visual bem mais recompensadora, embora ainda tecnicamente parcial. Contudo, o Brasil não é o ponto ideal para este eclipse; as condições perfeitas de visibilidade para a totalidade estarão no Pacífico, em regiões como a Nova Zelândia e ilhas como Fiji.

Cronograma do Eclipse (Horário de Brasília) e Eclipses Futuros

Para quem estiver nas regiões com alguma visibilidade no Brasil, o cronograma aproximado do eclipse em horário de Brasília é o seguinte:

Etapas e Horários (Horário de Brasília)

<ul><li><b>5h44:</b> Início do eclipse penumbral</li><li><b>6h50:</b> Início do eclipse parcial</li><li><b>8h04 às 9h02:</b> Fase total (<b>NÃO visível no Brasil</b>, pois a Lua já estará abaixo do horizonte)</li></ul>

É importante notar que, para o Brasil, a fase total do eclipse não será visível. Quanto mais a oeste no país, maior será a porcentagem de obscurecimento visível antes que a Lua se ponha.

A Espera por um Espetáculo Completo em Solo Brasileiro

Apesar da visibilidade limitada para o eclipse de março, a astrônoma Josina Nascimento assegura que eclipses lunares são relativamente frequentes. Contudo, o Brasil terá que esperar um pouco mais para presenciar um espetáculo completo, com todas as fases visíveis em todo o território nacional. A próxima oportunidade para um eclipse lunar total integralmente observável será na noite de 25 para 26 de junho de 2029.

Antes disso, em 2026, haverá um eclipse parcial quase total, com magnitude de 93%, visível em todo o país na noite de 27 para 28 de agosto. Em 2027, os três eclipses previstos serão apenas penumbrais, enquanto 2028 trará eclipses parciais, mas nenhum total visível do Brasil. Assim, enquanto o eclipse de 3 de março serve como um lembrete da dança cósmica em nosso sistema solar, a expectativa cresce para futuras oportunidades de contemplar a Lua de Sangue em sua plenitude no céu brasileiro.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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