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Entidades Repudiam Ataques e Ameaças a Jornalistas na Cobertura de Bolsonaro

Dinael Monteiro
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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

As principais entidades representativas do jornalismo brasileiro emitiram notas de repúdio veemente contra as agressões e ameaças direcionadas a profissionais de imprensa. O foco dos ataques tem sido jornalistas que cobrem a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro em um hospital particular de Brasília, evidenciando uma escalada de hostilidade que atinge a liberdade de imprensa e o exercício da profissão no país.

Escalada de Agressões e Deturpação Digital

A onda de intimidações teve início após a divulgação de um vídeo por uma influenciadora digital de viés bolsonarista. No material, a influenciadora acusava profissionais de imprensa, filmados em frente ao Hospital DF Star enquanto aguardavam informações sobre o estado de saúde do ex-presidente, de supostamente desejarem sua morte. Este vídeo, que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) classificou como irresponsável e sem verificação prévia, foi amplamente compartilhado por figuras políticas e pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, potencializando seu alcance e suas consequências negativas.

A deturpação da imagem dos jornalistas por meio desse conteúdo digital não se limitou ao ambiente online. Conforme a Abraji, a exposição gerou ameaças e difamações, culminando em agressões físicas contra ao menos duas repórteres que foram reconhecidas em locais públicos. Além disso, a situação se agravou com a circulação de montagens e vídeos que utilizam inteligência artificial para simular ataques violentos, incluindo um em que uma profissional é virtualmente esfaqueada, e o uso indevido de fotos de familiares dos jornalistas como forma de assédio e intimidação.

Entidades Jornalísticas Exigem Proteção e Responsabilização

Em resposta à gravidade dos incidentes, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Abraji e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) uniram-se na cobrança por medidas imediatas. A Abraji sublinhou que a utilização da influência de parlamentares e figuras públicas para orquestrar campanhas difamatórias e incitar agressões representa um ataque direto não apenas aos indivíduos, mas à liberdade de imprensa e aos alicerces da democracia.

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Fenaj e SJPDF reforçaram o papel do Estado na garantia da segurança dos profissionais em espaços públicos, anunciando que solicitarão o reforço da Polícia Militar nas imediações do hospital para prevenir o cerceamento do trabalho jornalístico por militantes. As entidades também demandaram uma apuração rigorosa das ameaças, apelando às autoridades policiais e ao Ministério Público para que identifiquem e punam os responsáveis pelas intimidações virtuais e pela exposição indevida de dados pessoais dos jornalistas. Adicionalmente, exigiram que as empresas de jornalismo garantam condições de trabalho seguras, oferecendo apoio jurídico e a opção de afastar seus empregados do local caso não se sintam protegidos.

O Contexto da Internação do Ex-Presidente

Os ataques à imprensa ocorrem em meio à internação de Jair Bolsonaro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, onde ele deu entrada na manhã da última sexta-feira (13). O ex-presidente está recebendo tratamento para uma broncopneumonia bacteriana bilateral, suspeita de ter origem aspirativa. De acordo com o boletim médico mais recente, seu quadro clínico é estável, e houve uma melhora na função renal. No entanto, a elevação dos marcadores inflamatórios levou à ampliação da dosagem de antibióticos administrados. Até o momento, não há previsão para sua alta da UTI. Após a recuperação, Bolsonaro deverá retornar ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena por condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado e outros delitos.

A Agência Brasil informou que não obteve contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal nem com a Polícia Civil para verificar a existência de boletins de ocorrência registrados sobre os incidentes.

A situação vivida pelos jornalistas na cobertura do caso Bolsonaro ressalta a importância inegociável da liberdade de imprensa como pilar da democracia. As entidades reafirmam que o jornalismo é essencial para informar a sociedade e que a intimidação, seja física ou psicológica, não pode ser tolerada como método político. A defesa do livre exercício da profissão é uma salvaguarda para o direito à informação de toda a população.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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