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Mapeamento Inédito: Capes Realiza Censo Nacional para Transformar a Pós-Graduação Brasileira

Dinael Monteiro
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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou o Censo da Pós-Graduação *stricto sensu* referente ao ano de 2025, uma iniciativa pioneira no cenário acadêmico nacional. Este levantamento, que marca a primeira coleta estatística abrangente sobre os programas de mestrado e doutorado no Brasil, está com prazo de preenchimento aberto até o dia <b>26 de fevereiro</b>. O principal objetivo da Capes é coletar dados que servirão de alicerce para a formulação e aprimoramento de políticas públicas, garantindo que elas reflitam a verdadeira realidade da pós-graduação no país.

Amplitude e Obrigatoriedade da Participação

O caráter do censo é individual e obrigatório, exigindo a colaboração de diversos atores do sistema de pós-graduação. Devem participar do preenchimento do formulário eletrônico, disponível na Plataforma Sucupira, os pós-graduandos regularmente matriculados em cursos de mestrado e doutorado, professores – tanto permanentes quanto colaboradores – e pesquisadores em estágio pós-doutoral que não atuam como docentes. Adicionalmente, os coordenadores de Programas de Pós-Graduação (PPGs) em exercício também são parte fundamental do processo.

Para assegurar a precisão e a relevância dos dados, a Capes desenvolveu questionários específicos para cada perfil de participante. Estes são compostos por perguntas de múltipla escolha, acompanhadas de definições e orientações detalhadas, visando garantir a correta interpretação. A instituição ressalta a importância do acompanhamento por parte dos pró-reitores e coordenadores de PPGs para assegurar a adesão de todos os integrantes de seus respectivos programas dentro do prazo estipulado.

O Propósito Estratégico e a Visão da Capes

Em um ano em que a pós-graduação brasileira completa 60 anos de institucionalização, a iniciativa da Capes é crucial para preencher uma lacuna histórica de dados detalhados. A presidente da Capes e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, destaca a relevância de se conhecer o perfil de quem faz a pós-graduação, desde estudantes até docentes, em termos demográficos como gênero, raça, vulnerabilidade socioeconômica e distribuição geográfica. Essa compreensão aprofundada é essencial para que as políticas públicas sejam verdadeiramente alinhadas às necessidades e particularidades de cada grupo e região, promovendo conhecimento e desenvolvimento em todo o território nacional.

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A coleta descentralizada de dados, com questões adaptadas ao perfil de cada público, tem o potencial de gerar estatísticas mais confiáveis e detalhadas. Embora o perfil dos docentes seja em parte conhecido por serem, em sua maioria, servidores públicos, a Capes busca obter informações mais aprofundadas sobre os pós-graduandos. Essa base de dados robusta também está alinhada à nova abordagem da Capes nas fichas de avaliação dos programas, que se distancia de uma análise puramente quantitativa para adotar um modelo quali-quantitativo. Com a introdução dos 'casos de impacto', a Capes passará a avaliar não apenas a quantidade, mas a qualidade e a capacidade de a pesquisa gerar mudanças em políticas públicas, tratamentos ou novos produtos e processos, enfatizando a interação da academia com a sociedade.

Acesso e Equidade: Dados para Políticas de Inclusão

O censo nacional avança na identificação de desigualdades, incorporando perguntas sobre temas como a parentalidade. A inclusão deste eixo é um exemplo prático de como a pesquisa visa mapear o impacto de fatores sociais na progressão e permanência acadêmica de alunos e docentes. Conforme Pires de Carvalho, é mais desafiador para quem vivencia a maternidade ou paternidade durante o curso produzir conhecimento na mesma velocidade de quem não tem crianças pequenas para cuidar, evidenciando a necessidade de políticas de equidade.

Ao trazer à luz essas desigualdades, muitas vezes invisíveis ou tratadas como questões individuais, o governo federal ganha ferramentas para desenvolver intervenções direcionadas. Essa abordagem baseada em dados permite a criação de políticas de equidade que visam mitigar os obstáculos e promover um ambiente acadêmico mais inclusivo e justo para todos os participantes da pós-graduação, garantindo que o desenvolvimento científico do país seja sustentado por oportunidades iguais.

Visão de Futuro: A Transformação por Meio dos Dados

O Censo da Pós-Graduação 2025 representa um marco para o futuro da ciência e da educação superior no Brasil. Ao coletar informações sem precedentes, a Capes pavimenta o caminho para uma compreensão mais rica e matizada do sistema de pós-graduação, essencial para seu fortalecimento e expansão. A transformação de desafios em oportunidades e a promoção de uma academia mais representativa e eficaz dependem intrinsecamente do conhecimento gerado por esta pesquisa.

Com a divulgação dos resultados prevista para <b>16 de novembro de 2026</b>, o Brasil aguarda ansiosamente as análises que irão direcionar investimentos, redefinir prioridades e, em última instância, impulsionar o avanço científico e tecnológico do país. A iniciativa reafirma o compromisso da Capes em construir um ambiente acadêmico que não apenas produza conhecimento de ponta, mas que também seja justo, inclusivo e responsivo às complexas demandas da sociedade brasileira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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