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Marina Silva Encerra Gestão no MMA: Balanço Destaca Queda Recorde do Desmatamento e Reconstrução Institucional

Dinael Monteiro
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© Valter Campanato/Agência Brasil

Em um discurso de despedida carregado de significado, proferido nesta quarta-feira (1º) em Brasília, a ministra Marina Silva encerrou sua terceira passagem à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todas as ocasiões, a ministra apresentou um abrangente balanço dos 39 meses de sua gestão, de janeiro de 2023 a abril de 2026. O relatório destacou a vigorosa retomada da liderança brasileira na agenda ambiental global, a notável redução do desmatamento em biomas críticos e o substancial processo de recuperação institucional de sua pasta, preparando o terreno para a continuidade das políticas ambientais.

A Reconstrução Institucional e o Fortalecimento do Estado Ambiental

Ao assumir o comando do MMA em janeiro de 2023, Marina Silva se deparou com uma estrutura que demandava ampla reestruturação em suas capacidades política, ética, técnica, administrativa e operacional. Durante sua gestão, houve um esforço concentrado na recomposição do Estado ambiental brasileiro, resultando na incorporação de mais de 1.557 servidores. Esses profissionais foram distribuídos entre órgãos vitais como o Ibama, o ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, essenciais para a execução das políticas ambientais.

Tal investimento em recursos humanos foi acompanhado por um robusto incremento orçamentário. O orçamento anual da pasta mais que duplicou, registrando um aumento de 120% ao saltar de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025, evidenciando a prioridade dada à capacidade de governança e execução do ministério.

Resultados Concretos no Combate ao Desmatamento e Redução de Emissões

O fortalecimento institucional e o aumento dos recursos refletiram-se diretamente nos esforços de combate ao desmatamento. Durante o período analisado, o Brasil testemunhou uma significativa queda nas taxas de devastação. Em 2025, a Amazônia registrou uma redução de 50% no desmatamento em comparação com 2022, enquanto o Cerrado apresentou uma diminuição de 32,3% no mesmo período. Esses resultados impressionantes evitaram a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, um passo fundamental na luta contra as mudanças climáticas.

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A tendência de queda persistiu, com o ciclo mais recente de alertas, de agosto de 2025 a fevereiro de 2026, indicando novas reduções de 33% na Amazônia e 7% no Cerrado. Se esse ritmo for mantido, a projeção é alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica do país, mesmo diante de desafios complexos e cenários globais exigentes.

Intensificação da Fiscalização e Avanços na Recuperação de Biomas

Paralelamente à redução do desmatamento, a gestão de Marina Silva foi marcada por uma ampliação decisiva das ações de fiscalização. As operações do Ibama na Amazônia registraram um aumento de 80% em relação a 2022, e as do ICMBio cresceram 24%, demonstrando uma presença mais efetiva nos territórios ameaçados. Consequentemente, as áreas embargadas pela atuação do Ibama na Amazônia expandiram 51%, e as do ICMBio, 44%.

Um dos marcos dessas ações foi a redução pela metade da área de mineração ilegal na Amazônia. Além da repressão aos ilícitos, o período também se destacou pelos avanços na recuperação ambiental, com 3,4 milhões de hectares em processo de restauração da vegetação nativa em todo o território nacional, contribuindo para a resiliência dos biomas brasileiros e a conservação da biodiversidade.

Transição e o Legado de Continuidade Política

A solenidade de despedida não apenas celebrou os resultados da gestão, mas também oficializou a transição de comando no MMA. João Paulo Ribeiro Capobianco foi nomeado novo titular da pasta por decreto presidencial, assumindo o desafio de dar seguimento às políticas. Marina Silva expressou confiança de que a nomeação de Capobianco assegurará a continuidade das políticas ambientais implementadas durante o governo Lula nos últimos anos, garantindo que o progresso alcançado seja mantido e aprofundado.

Em suas reflexões, a ministra enfatizou sua visão da política como um serviço e sua crença na persistência sobre otimismo ou pessimismo. Ela evocou a imagem de 'anjos com uma só asa' que só podem voar abraçados, simbolizando a necessidade de união para transformar a realidade. Marina Silva também alertou sobre a gravidade do negacionismo, afirmando que 'não existe civilização se o negacionismo prevalece, talvez não exista nem planeta', reforçando a urgência da pauta ambiental.

A terceira gestão de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima se encerra com um legado de reconstrução, resultados expressivos no combate ao desmatamento e uma renovada projeção do Brasil no cenário ambiental global. O balanço apresentado não apenas quantifica conquistas, mas reafirma a urgência e a viabilidade de uma agenda ambiental robusta. Com a transição para João Paulo Capobianco, o governo Lula sinaliza o compromisso em dar seguimento a essas políticas, consolidando os avanços e enfrentando os desafios futuros com a mesma persistência e visão que marcaram o período da ministra Marina Silva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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