A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de uma publicação em suas redes sociais. A determinação, que consta no relatório final do inquérito, representa um desdobramento significativo na apuração iniciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Origem da Investigação e Conteúdo da Postagem
O inquérito que culminou nesta conclusão foi instaurado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o objetivo de investigar a fundo o caso. A postagem em questão foi realizada por Flávio Bolsonaro na rede social X (antigo Twitter) em 3 de janeiro deste ano. A publicação surgiu em meio à notícia da captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. No texto, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A Análise da Polícia Federal e a Tipificação Criminal
Na avaliação da Polícia Federal, a manifestação de Flávio Bolsonaro imputou falsamente ao presidente Lula a prática de diversos crimes. O relatório da corporação detalha que o senador atribuiu, de maneira inverídica, o envolvimento do chefe de Estado em tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A PF ressaltou que essas condutas são expressamente tipificadas como crimes no ordenamento jurídico brasileiro, reforçando a natureza caluniosa das afirmações.
Próximos Passos no Processo Legal
Após a conclusão da investigação, a Polícia Federal encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal para as devidas providências. O próximo estágio processual envolverá a remessa do relatório e demais documentos para a Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR será responsável por analisar o material e decidir sobre as medidas subsequentes, que podem incluir o oferecimento de uma denúncia formal contra o senador ou o pedido de arquivamento da investigação.
A Agência Brasil tentou contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro para obter um posicionamento sobre a conclusão da PF e aguarda retorno, mantendo o espaço aberto para sua manifestação.

