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Brasil, Chile e México Unem Forças para Promover Michelle Bachelet à Liderança da ONU

Dinael Monteiro
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© REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados

O governo brasileiro, por meio de seu presidente Luiz Inácio Lula da Silva, formalizou o apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para a próxima Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa, anunciada nesta segunda-feira (2) em redes sociais, marca um movimento coordenado com os governos do Chile e do México, que juntos buscam impulsionar uma figura feminina para o mais alto cargo da organização em um momento de grandes desafios globais.

O Apelo por uma Liderança Feminina e Pioneira na ONU

Ao anunciar o apoio, o presidente Lula ressaltou a importância histórica da eleição de uma mulher para comandar a ONU. Ele argumentou que, após oito décadas de existência, é chegada a hora de a organização ser liderada por uma figura feminina, sublinhando a trajetória de Michelle Bachelet como intrinsecamente ligada ao pioneirismo e à quebra de barreiras. Lula destacou que a ex-presidente chilena tem sido uma força inovadora em sua carreira, abrindo caminhos em diversas esferas de atuação.

A Vasta Experiência e Engajamento Multilateral de Bachelet

Michelle Bachelet possui um currículo que a credencia singularmente para a função de Secretária-Geral da ONU. Sua carreira é marcada não apenas por feitos inéditos em seu país, como ser a primeira mulher a presidir o Chile por duas vezes e a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde, mas também por um engajamento profundo no sistema multilateral. No âmbito das Nações Unidas, ela desempenhou um papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, atuando como sua primeira diretora-executiva. Posteriormente, como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, dedicou-se incansavelmente à proteção dos vulneráveis, ao avanço do direito humano a um meio ambiente limpo e sustentável, e à amplificação das vozes mais marginalizadas.

O presidente brasileiro enfatizou que a experiência, a liderança e o compromisso de Bachelet com o multilateralismo a capacitam plenamente para conduzir a ONU em um cenário internacional atual, que se caracteriza por conflitos crescentes, desigualdades sociais profundas e retrocessos democráticos, necessitando de uma liderança com visão e capacidade de diálogo.

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Uma Candidatura Unificada para Fortalecer o Sistema Global

A formalização da candidatura de Michelle Bachelet ocorreu por meio de uma nota conjunta dos governos do Chile, Brasil e México, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o Itamaraty. O documento explica que essa candidatura tripartida reflete uma vontade compartilhada de seus países em contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e em promover uma liderança capaz de responder aos complexos desafios globais da atualidade. A ampla experiência de Bachelet na condução de processos políticos intricados, sua reconhecida habilidade em facilitar o diálogo e seu compromisso inabalável com os valores fundamentais das Nações Unidas são vistos como contribuições substantivas para uma organização mais eficaz, representativa e orientada para o bem-estar da humanidade.

A Transição de Liderança em um Cenário Global Complexo

A eleição para a próxima Secretaria-Geral da ONU ocorrerá em um momento de grandes transformações geopolíticas e sociais. O atual secretário-geral, o português António Guterres, cumpre seu segundo mandato de cinco anos, que se iniciou em janeiro de 2022 e se estenderá até o final de 2026. O novo líder assumirá suas funções em 1º de janeiro de 2027. O Itamaraty sublinha a relevância da ONU como o principal fórum para o diálogo e a construção de soluções coletivas em áreas vitais, como a paz e segurança internacional, o desenvolvimento sustentável, a promoção e proteção dos direitos humanos, e a ação urgente contra as mudanças climáticas. A candidatura de Bachelet é apresentada como uma aposta em uma liderança capaz de navegar por essa complexidade, reforçando o multilateralismo como pilar de uma governança global baseada na cooperação internacional e no respeito à autodeterminação dos povos.

A articulação em torno da candidatura de Michelle Bachelet por Brasil, Chile e México representa um esforço concertado não apenas para eleger a primeira mulher a liderar a ONU, mas também para infundir na organização uma liderança experiente e profundamente engajada com os princípios do multilateralismo. Em um mundo cada vez mais interconectado e, ao mesmo tempo, fraturado, a aposta na capacidade de diálogo, na visão humanitária e na experiência de governança de Bachelet sinaliza um compromisso renovado com uma governança global mais inclusiva e eficaz, apta a enfrentar os desafios prementes do século XXI.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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