Ad imageAd image

Hantavírus: OMS Confirma Oito Casos da Cepa Andes em Surto a Bordo de Navio de Cruzeiro

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou um aumento para oito no número de casos de hantavírus associados a um surto em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico. A preocupação central reside na identificação da cepa Andes em todos os casos confirmados, conhecida por ser a única variante do hantavírus transmissível de pessoa para pessoa, o que tem desencadeado uma resposta global coordenada para conter sua propagação.

Atualização dos Casos e a Singularidade da Cepa Andes

Até o último balanço emitido pela OMS em 13 de maio, o total de casos reportados atingia 11: oito confirmados laboratorialmente, um inconclusivo e dois prováveis. Deste grupo, foram lamentavelmente registrados três óbitos, sendo dois confirmados e um provável. A incidência da cepa Andes é particularmente alarmante devido à sua capacidade única de se transmitir entre humanos, diferentemente de outras linhagens do vírus. Desde a publicação do boletim anterior, em 8 de maio, mais dois casos confirmados e um inconclusivo foram adicionados à contagem entre os passageiros do MV Hondius.

O Rastreamento Internacional e a Repatriação de Pacientes

O alcance do surto transcendeu as fronteiras marítimas com a repatriação de passageiros para diferentes países. Um dos casos envolve uma pessoa na França, que manifestou sintomas durante seu processo de retorno. Outro indivíduo, na Espanha, foi testado na chegada ao país após a repatriação e, apesar de assintomático, teve a infecção confirmada. Há ainda um terceiro paciente, repatriado para os Estados Unidos, que também se encontra assintomático, mas cujos resultados laboratoriais foram inconclusivos, estando sob novos testes para uma definição clara de seu status.

A OMS esclareceu que as amostras desses indivíduos foram coletadas devido à alta exposição a casos previamente confirmados a bordo do navio. Todos os diagnósticos confirmados em laboratório são da infecção pela cepa Andes, e todos os afetados eram passageiros do MV Hondius, evidenciando o epicentro do surto.

- Anúncio -
Ad image

Investigação da Origem e Evidências de Transmissão Humana

Com base nas informações coletadas, a principal hipótese da OMS é que o caso inicial de hantavírus tenha sido adquirido em terra, antes do embarque no cruzeiro, através de exposição ambiental. Investigações detalhadas estão em curso, em colaboração com as autoridades da Argentina e do Chile, para elucidar as circunstâncias exatas da exposição e a fonte primária do surto.

No entanto, as evidências disponíveis sugerem fortemente uma transmissão subsequente de pessoa para pessoa a bordo do navio. Esta conclusão é corroborada por uma análise preliminar das sequências genéticas, que indicam uma similaridade quase idêntica entre os diferentes casos, fornecendo um indicativo robusto da propagação da doença no ambiente confinado da embarcação.

A Resposta Global Coordenada ao Surto

A gestão deste surto está sendo realizada através de uma resposta internacional abrangente e multifacetada. As ações incluem a realização de investigações epidemiológicas aprofundadas para rastrear a cadeia de transmissão, o isolamento e tratamento clínico dos casos confirmados, a evacuação médica de pacientes quando necessário, testes laboratoriais para diagnóstico preciso e um rigoroso rastreamento internacional de contatos. Além disso, medidas de quarentena e monitoramento estão sendo implementadas para indivíduos expostos, visando controlar a disseminação do vírus.

Este esforço colaborativo visa não apenas conter a situação atual, mas também aprofundar o conhecimento sobre a dinâmica da cepa Andes, reforçando a importância da vigilância em saúde pública e da coordenação global para enfrentar ameaças emergentes à saúde.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *