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Brasil Faz História no Esqui Cross-Country em Milão-Cortina 2026, Apesar de Não Avançar às Finais

Dinael Monteiro
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© Gabriel Heusi/COB/Direitos Reservados

A abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina (Itália) marcou um capítulo significativo para o esporte brasileiro com a estreia de seus primeiros atletas na modalidade de esqui cross-country. Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura entraram na pista para a prova de qualificação do sprint livre nesta terça-feira, demonstrando garra e superação, embora não tenham conseguido avançar para a fase final. A participação da delegação brasileira, no entanto, foi celebrada como um marco importante, carregada de histórias de esforço e a promessa de futuras competições nesta edição.

O Desempenho Brasileiro no Sprint Livre

Os três representantes do Brasil competiram intensamente na qualificação do sprint livre, uma prova desafiadora que exigiu velocidade e técnica. Embora os resultados não tenham sido suficientes para garantir um lugar nas finais, os atletas registraram performances notáveis, estabelecendo novos parâmetros para o país na disciplina. A experiência em Milão-Cortina é um passo vital para o desenvolvimento do esqui cross-country brasileiro no cenário olímpico.

Manex Silva Lidera com Desempenho Histórico

Nascido em Rio Branco, Acre, Manex Silva foi o destaque da equipe masculina, alcançando a 48ª posição entre 90 competidores com um tempo de 3min25s48. Este resultado não apenas representou o melhor desempenho do Brasil na modalidade em uma edição olímpica, mas também superou a marca anterior de Jaqueline Mourão em 2010. O norueguês Johannes Klaebo, hexacampeão olímpico, liderou a prova. Em suas palavras, Manex expressou satisfação com seu esforço: “Eu estava sonhando com um resultado assim. É verdade que eu sou muito estrito, tenho expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida, dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso”.

Superação e Estreias Marcantes no Feminino

Duda Ribera: Foco Mental e Evolução na Pista

A paulista Eduarda Ribera, irmã do esquiador paralímpico Cristian Ribera, também cravou uma performance de destaque, obtendo a melhor pontuação entre as esquiadoras brasileiras. Ela concluiu a prova na 72ª posição, com o tempo de 4min17s05, acumulando 226,67 pontos FIS (sistema da Federação Internacional de Esqui e Snowboard) no percurso de 1,5 quilômetro. Duda enfatizou a importância da evolução mental e da preparação psicológica como fatores-chave para seu desempenho, refletindo uma atleta mais confiante e equilibrada na pista olímpica.

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Bruna Moura: O Triunfo da Resiliência Olímpica

A estreia mais aguardada do dia foi a da paulistana Bruna Moura, cuja jornada até Milão-Cortina é um testemunho de resiliência. Há quatro anos, um grave acidente de carro, ocorrido enquanto viajava para competir em Pequim, resultou em múltiplas fraturas, dois meses sem andar e um ano e meio de fisioterapia. Nesta terça-feira, Bruna finalmente realizou seu sonho olímpico, finalizando a prova na 74ª posição com o tempo de 4min22s07 e somando 254.53 pontos FIS. Emocionada, a esquiadora de 31 anos declarou: “Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali para mim já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui para mim já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica”.

Próximos Desafios para o Brasil em Milão-Cortina

A jornada brasileira nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina está longe de terminar. Os atletas Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura terão novas oportunidades para competir nas provas de esqui cross-country de 10 km, em técnica livre, nos próximos dias. Além disso, a delegação brasileira se prepara para uma agenda diversificada em outras modalidades. Os fãs podem acompanhar as classificações e finais de atletas como Pat Burgener e Augustinho Teixeira no Snowboard Halfpipe, Nicole Silveira no Skeleton, Lucas Pinheiro Braathen e Alice Padilha no Esqui Alpino (Slalom gigante e Slalom, respectivamente), e a equipe de Bobsled, liderada por Edson Bindilatti, que competirá nas provas de Bobsled 2-man e 4-man. A participação brasileira promete continuar emocionante, com diversos atletas buscando superar seus limites e inspirar o esporte nacional.

Apesar de não terem avançado às finais em sua primeira competição, a estreia do trio de esquiadores cross-country em Milão-Cortina representa um passo fundamental para o Brasil nos esportes de inverno. As histórias de Manex, Eduarda e, especialmente, a de superação de Bruna Moura, ressaltam o espírito olímpico de dedicação e resiliência. Cada participação é um tijolo na construção de uma presença brasileira mais forte e competitiva nas futuras edições dos Jogos de Inverno, inspirando uma nova geração de atletas e consolidando o lugar do país no cenário esportivo global.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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