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Calor Intenso Desencadeia Centenas de Atendimentos Médicos no Carnaval do Rio

Dinael Monteiro
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© Tomaz Silva/Agência Brasil

O fervor do Carnaval carioca, sinônimo de festa e alegria, trouxe também um desafio significativo para a saúde pública do Rio de Janeiro. Em meio às celebrações, as unidades de Pronto Atendimento (UPA) da rede estadual registraram uma média alarmante de cinco pacientes por hora buscando auxílio médico devido a sintomas diretamente associados às altas temperaturas. Este panorama, revelado por um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), destaca a intensa demanda sobre o sistema de saúde durante os dias de folia, entre 13 e 17 de fevereiro.

Impacto Direto do Calor na Saúde Pública

Durante o período carnavalesco, <b>647 pessoas</b> procuraram as UPAs estaduais com manifestações clínicas provocadas pelo excesso de calor. Os pacientes apresentavam uma gama de sintomas que iam desde dores de cabeça e tonturas até quadros mais graves como confusão mental, insolação e desequilíbrio hidroeletrolítico, frequentemente acompanhados de pele quente e seca, pulso e respiração acelerados, taquicardia e desidratação severa. A distribuição geográfica desses atendimentos revelou uma maior incidência nos bairros de Realengo, Botafogo e Irajá, evidenciando pontos de maior vulnerabilidade ou de maior concentração de foliões sob o sol intenso.

Pressão Geral nas Unidades de Pronto Atendimento

Para além dos casos específicos de calor, a estrutura de atendimento emergencial do estado enfrentou uma sobrecarga geral. As 27 UPAs da rede estadual contabilizaram um total de <b>27.433 atendimentos</b> nos dias de folia, representando um aumento de 2,05% em comparação com o Carnaval do ano anterior. As queixas mais recorrentes entre os pacientes não relacionadas diretamente ao calor foram dores de diversas naturezas e casos de gastroenterite. As unidades que registraram o maior fluxo de pacientes durante a festividade incluíram Mesquita, Campo Grande I e Nova Iguaçu (Botafogo), indicando os polos de maior demanda em todo o estado.

Atuação do SAMU 192 e Outras Emergências Urbanas

Complementando o suporte oferecido pelas UPAs, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) da capital, gerido pela SES-RJ, foi acionado para <b>3.262 ocorrências</b> durante o Carnaval. A atuação do SAMU abrangeu uma variedade de situações de emergência, com maior concentração de chamados nos bairros de Campo Grande, Centro, Copacabana, Santa Cruz e Guaratiba. Diferente dos casos preponderantemente térmicos nas UPAs, os principais motivos para a intervenção do SAMU incluíram emergências cardiovasculares, neurológicas e quedas da própria altura, refletindo a complexidade e diversidade dos incidentes de saúde em um período de grande aglomeração e movimento na cidade.

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Os dados coletados pela SES-RJ durante o Carnaval do Rio de Janeiro sublinham a importância de campanhas de prevenção e da preparação do sistema de saúde para lidar com picos de demanda. A combinação de altas temperaturas e a intensa movimentação de pessoas exigiu uma resposta robusta das equipes médicas, alertando para a necessidade contínua de atenção à saúde pública em eventos de grande porte, onde fatores ambientais podem amplificar os riscos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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