Ad imageAd image

EUA Lançam Coalizão Militar ‘Escudo das Américas’ com 12 Países Latinos

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© REUTERS/Elizabeth Frantz - Proibido reprodução

Em um movimento estratégico de grande alcance para a segurança e a geopolítica do continente americano, os Estados Unidos formalizaram neste sábado (7) a criação de uma nova aliança militar. Batizada de "Escudo das Américas", a coalizão foi anunciada em Miami, sob a liderança do então presidente Donald Trump, e conta com a participação de doze nações latino-americanas. O pacto visa primordialmente o combate aos cartéis de drogas que atuam na região, mas estende seus objetivos a uma agenda mais ampla de segurança, direcionada também a afastar "adversários" de Washington de fora do Hemisfério.

Formalização e Ambições da Nova Aliança

A cerimônia em Miami reuniu o presidente Donald Trump e líderes de Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago. Durante o evento, Trump ressaltou a importância do momento, declarando a coalizão como um passo fundamental para erradicar as organizações criminosas que assolam a região. Ele traçou um paralelo com os esforços dos EUA no Oriente Médio, afirmando que, assim como foi formada uma aliança para combater o ISIS, um esforço similar é agora necessário para desmantelar os cartéis de drogas no continente americano. Curiosamente, não houve falas dos chefes de estado latino-americanos presentes na ocasião.

Estratégia Abrangente: Além do Narcotráfico

Embora o combate aos cartéis de drogas seja o pilar central da "Escudo das Américas", a Casa Branca divulgou uma proclamação oficial que revela a amplitude da iniciativa. O documento detalha que os Estados Unidos se comprometerão a treinar e mobilizar as forças militares das nações parceiras para criar uma capacidade de combate eficaz contra os cartéis. Mais significativamente, a proclamação estende o foco da coalizão para enfrentar "influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental". Essa menção é amplamente interpretada como uma referência indireta a concorrentes globais como a China e a Rússia, inserindo a coalizão em um contexto de disputa geopolítica e guerra comercial.

Dilemas de Soberania e Defesa Hemisférica

A formação da coalizão ocorre semanas após declarações polêmicas do então secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que ameaçou "agir sozinho" em países latino-americanos para combater cartéis, "se necessário", levantando preocupações sobre a soberania das nações da região. Para conduzir a interlocução com os doze países parceiros, o governo Trump nomeou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Segundo Noem, com a segurança das fronteiras dos EUA já garantida, o foco se deslocaria para a segurança dos "vizinhos", abrangendo não apenas o combate aos cartéis, mas também a reversão de "influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e em diferentes áreas do nosso modo de vida".

- Anúncio -
Ad image

Ausências Notáveis e Mensagens Contraditórias

A ausência do México na coalizão foi um ponto de destaque. O presidente Trump abordou diretamente o país vizinho durante o lançamento, alegando que "tudo entra pelo México", que estaria "controlado" pelos cartéis, e oferecendo a ajuda dos EUA para erradicá-los. No entanto, a então presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tem defendido uma abordagem de combate às drogas em parceria com Washington baseada na "coordenação e sem subordinação, como iguais", rejeitando operações militares americanas em território mexicano por questões de soberania. Adicionalmente, Trump teceu comentários sobre outros países: elogiou a suposta "colaboração" com o governo chavista de Delcy Rodríguez na Venezuela, enquanto, contraditoriamente, reiterou ameaças a Cuba, declarando que a ilha estava "no fim da linha" e que "grandes mudanças" chegariam em breve.

A criação do "Escudo das Américas" marca, portanto, um momento crucial na política externa dos EUA para a América Latina. Com uma agenda que vai do combate ao narcotráfico à contenção de influências geopolíticas externas, a coalizão sinaliza uma postura mais assertiva de Washington na região. Os desafios, contudo, permanecem, especialmente no que tange ao respeito à soberania das nações parceiras e à complexidade das relações diplomáticas com países como México, Venezuela e Cuba, indicando que o caminho da nova aliança será permeado por negociações delicadas e implicações de longo prazo para todo o Hemisfério Ocidental.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *