O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, popularmente conhecidos como mórmons. O encontro, classificado como uma visita de cortesia, proporcionou um espaço para debater o trabalho missionário da instituição no Brasil e suas significativas iniciativas de ajuda humanitária, além de abordar a robustez da proteção à liberdade de culto no país.
Expansão do Trabalho Missionário e Humanitário
A reunião aprofundou as discussões sobre o funcionamento e o alcance das atividades religiosas da Igreja no Brasil. Foi destacada a atuação de seus membros em resposta a crises humanitárias, com os apóstolos detalhando o engajamento no apoio às famílias afetadas pelas enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
Demonstrando um compromisso contínuo, os representantes religiosos prontificaram-se a estender esforços similares para auxiliar as vítimas das recentes tempestades na Zona da Mata de Minas Gerais, eventos climáticos que já resultaram em dezenas de mortes. Esta oferta sublinha a capacidade e a disposição da igreja em mobilizar recursos e voluntários em momentos de necessidade nacional.
Comitiva de Destaque da Igreja
A delegação que se encontrou com o chefe de Estado era composta por figuras de relevo internacional e nacional. Estiveram presentes o apóstolo Ulisses Soares, reconhecido como a principal autoridade mórmon em território brasileiro; o ex-governador de Utah, Michael Leavitt, que preside o renomado Coro e Orquestra do Tabernáculo na Praça do Templo; e Gordon Smith, diretor da igreja em Salt Lake City e ex-senador dos Estados Unidos. Outros três representantes religiosos completaram o grupo de visitantes.
O Legado Brasileiro na Liberdade de Culto
Durante o diálogo, os líderes religiosos expressaram seu reconhecimento ao presidente Lula pela sua postura em defesa da liberdade religiosa no Brasil. Eles recordaram, em particular, a sanção da Lei de Liberdade Religiosa em 2003, ocorrida durante o primeiro mandato do presidente. Esta legislação foi citada como um marco que posiciona o Brasil entre os países que oferecem maior proteção ao direito de culto em escala global, garantindo um ambiente de respeito e pluralidade.
O encontro no Palácio do Planalto reforça a importância do diálogo entre o governo federal e as diversas instituições religiosas. A pauta, que abrangeu desde a solidariedade humanitária em catástrofes naturais até o reconhecimento da robustez da liberdade de culto, ilustra o papel ativo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na sociedade brasileira e a contínua valorização da diversidade religiosa no país.


