Ad imageAd image

Turismo Mais Inclusivo: Pesquisa Nacional Busca Aprimorar Experiência de Neurodivergentes

Dinael Monteiro
Divulgação: Este site pode conter links de afiliados, o que significa que posso ganhar uma comissão se você clicar no link e efetuar uma compra. Recomendo apenas produtos ou serviços que uso pessoalmente e acredito que agregarão valor aos meus leitores. Agradecemos seu apoio!
© Unicef/ONU

Com o objetivo de transformar o setor de viagens em um ambiente mais acolhedor e acessível para pessoas neurodivergentes, o Ministério do Turismo, em parceria estratégica com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Projeto Mais Acesso, lançou uma pesquisa nacional. A iniciativa visa coletar dados essenciais para subsidiar a criação de um 'Guia de Boas Práticas', um documento fundamental para orientar prestadores de serviços e gestores na implementação de um atendimento turístico verdadeiramente inclusivo. O levantamento estará disponível para participação até o dia 30 de março, convidando a todos a contribuir com essa pauta de relevância social.

Lançamento e Metas da Iniciativa

Esta colaboração entre as entidades representa um passo significativo em direção à equidade no turismo. A pesquisa, que se estende por todo o território nacional, foca em entender as nuances da experiência de viagem para pessoas neurodivergentes e seus familiares. O diagnóstico detalhado das necessidades e desafios enfrentados permitirá a elaboração de diretrizes que não apenas melhorem a qualidade dos serviços, mas também impulsionem a acessibilidade em âmbito nacional, consolidando o Brasil como um destino mais aberto a todos.

Compreendendo a Jornada do Viajante Neurodivergente

O questionário proposto pela pesquisa aprofunda-se nos diversos estágios da experiência turística, abrangendo desde o transporte e hospedagem até as opções de alimentação, lazer, eventos e visitas a atrativos naturais e culturais. Ele foi cuidadosamente desenhado para identificar como fatores específicos, como ruídos excessivos, odores marcantes, interações físicas inesperadas, o cansaço que pode afetar cuidadores durante a jornada e a necessidade de manter rotinas de medicação, impactam a vivência desses turistas. Essa análise granular é crucial para desvendar as barreiras invisíveis que muitas vezes dificultam o acesso ao lazer e à cultura.

Identificação de Demandas e Boas Práticas

Além de mapear as demandas sensoriais, comunicacionais e comportamentais específicas de pessoas neurodivergentes, o levantamento também busca identificar as boas práticas de acolhimento que já são implementadas no setor. Exemplos incluem a capacitação de equipes, a criação de espaços mais tranquilos, a utilização de sinalização acessível e a adaptação de atividades para atender às necessidades variadas dos visitantes. Este enfoque proativo visa não apenas resolver problemas, mas também replicar soluções eficazes que já estão em vigor.

- Anúncio -
Ad image

Subsidia Políticas Públicas e Qualificação Setorial

Os dados coletados através desta ampla pesquisa nacional serão um pilar para o aprimoramento de políticas públicas e, crucialmente, para a qualificação dos serviços turísticos em estabelecimentos como hotéis, pousadas e restaurantes. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou a importância dessa escuta ativa: “Ao ouvir quem vive a neurodivergência, avançamos na construção de políticas públicas que tornam o setor mais acessível, humano e inclusivo em todo o país”. Essa declaração sublinha o compromisso do Ministério em transformar insights em ações concretas que beneficiem toda a cadeia do turismo.

Público Abrangente para um Guia Completo

Para assegurar a abrangência e a efetividade do futuro Guia de Boas Práticas, a pesquisa não se limita apenas a pessoas neurodivergentes e seus familiares. Seu público-alvo se estende a profissionais do turismo – incluindo guias, agências e receptivos –, gestores públicos, empreendedores do setor, pesquisadores e estudantes da área. Essa participação diversificada garantirá que o guia reflita múltiplas perspectivas e experiências, tornando-o uma ferramenta prática e multifacetada para promover a acessibilidade e a inclusão em todos os níveis da indústria turística.

A iniciativa atual soma-se a outras ações do Ministério do Turismo para fomentar o turismo acessível no país. Um exemplo é o livro “Turismo com Acessibilidade: perfil do turista com deficiência e diretrizes para promoção da acessibilidade”, também desenvolvido em parceria com a UEA. Essa obra, que detalha o perfil do turista com deficiência e oferece diretrizes para prestadores de serviços, demonstra a continuidade e a profundidade do compromisso governamental em tornar o turismo brasileiro um modelo de inclusão e acolhimento para todos os cidadãos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar este arquivo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *