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Israel e EUA Conduzem Ofensiva Aérea Maciça no Irã, Causando Centenas de Vítimas

Dinael Monteiro
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© Frame/Reuters - Proibido reprodução

Uma ofensiva militar de grande escala, conduzida por Israel e pelos Estados Unidos, atingiu mais de 500 alvos em território iraniano no último sábado (28). A operação, que mobilizou uma vasta frota de jatos militares, resultou em um cenário de destruição e um elevado número de vítimas, intensificando as tensões já existentes na volátil região do Oriente Médio.

A Vasta Operação Aérea e Seus Alvos Estratégicos

A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou que aproximadamente 200 jatos militares participaram da ação coordenada, que visou prioritariamente o arsenal de mísseis e os sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica. Os ataques foram distribuídos em múltiplas localidades, abrangendo as regiões oeste e central do Irã simultaneamente. Tel Aviv classificou a operação como o “maior sobrevoo militar da história” das Forças de Defesa Israelenses (IDF), destacando a magnitude da investida contra infraestruturas consideradas críticas.

Os alvos incluíram uma gama diversificada de instalações militares, focando em neutralizar a capacidade ofensiva e defensiva do Irã. A precisão e a escala dos ataques, que atingiram centenas de pontos estratégicos de forma coordenada, indicam um planejamento detalhado e uma execução complexa por parte das forças aliadas.

O Custo Humano e a Devastação Civil

O impacto imediato da ofensiva foi severo, com relatórios de agências de notícias, citando porta-vozes da Sociedade Crescente Vermelho, indicando pelo menos 201 pessoas mortas e cerca de 747 feridas. A extensão geográfica dos ataques também é notável, com a organização humanitária afirmando que 24 das 31 províncias iranianas foram afetadas pela campanha militar, evidenciando a amplitude da devastação em todo o país.

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Atingindo Alvos Civis e Infraestrutura Essencial

Entre os incidentes mais trágicos reportados pela Agência de Notícias da República Islâmica (Irna), um ataque atingiu uma escola de meninas na cidade de Minab, província de Hormuzgan, no sul do Irã, resultando na morte de pelo menos 85 alunas. Em outra ofensiva, 18 civis perderam a vida em uma área residencial na cidade de Lamerd, província de Fars, também na região sul.

O governador da província de Fars, Ali Alizadeh, detalhou que os ataques em sua jurisdição atingiram um complexo esportivo, um salão adjacente a uma escola e mais dois locais residenciais. Alizadeh expressou a preocupação de que o número de mortes pudesse aumentar, dada a quantidade de feridos e a complexidade dos resgates.

Contexto Geopolítico e Reações Internacionais Intensas

Os ataques ocorreram apenas dois dias após uma rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre os limites do programa nuclear iraniano. Teerã insiste que sua tecnologia nuclear possui fins exclusivamente pacíficos, uma alegação contestada veementemente pelos EUA e por aliados como Israel, que suspeitam de um programa de armas. Essa desconfiança mútua forma o pano de fundo para a escalada recente.

A comunidade internacional reagiu prontamente à ofensiva. Diversos países, incluindo o Brasil, emitiram condenações à ação militar. A Organização das Nações Unidas (ONU), por sua vez, fez um apelo urgente por um cessar-fogo imediato na região, buscando conter a espiral de violência. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou os ataques afirmando que defendiam os interesses americanos. Em retaliação, o Irã lançou seus próprios ataques contra países vizinhos que abrigam bases militares dos EUA, com o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hamid Ghanbari, defendendo o direito do país à autodefesa.

A ofensiva marca um novo e perigoso capítulo nas já complexas relações entre os atores-chave do Oriente Médio e as potências ocidentais. Com centenas de vítimas e uma resposta militar iraniana, o conflito latente entre Israel, Estados Unidos e Irã demonstra um risco crescente de desestabilização regional, exigindo atenção e esforços diplomáticos redobrados para evitar uma escalada ainda maior.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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