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Lula Detalha Pacto Nacional Contra a Violência e Medidas por Equidade no Dia da Mulher

Dinael Monteiro
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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em um pronunciamento à nação na véspera do Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva delineou uma série de ações governamentais focadas na proteção, no empoderamento e na busca por equidade para as mulheres brasileiras. O discurso, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, enfatizou a urgência em combater o feminicídio, que tem atingido recordes preocupantes, registrando uma média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia. Além da segurança, o presidente abordou iniciativas sociais, econômicas e a proteção no ambiente digital, reafirmando o compromisso de construir um país onde as mulheres possam viver com liberdade e prosperidade.

Combate ao Feminicídio: Uma Prioridade Nacional

A gravidade do feminicídio foi o ponto central da mensagem presidencial. Lula ressaltou que, a cada seis horas, uma mulher é morta no Brasil, consequência de violências diárias, muitas vezes silenciosas e naturalizadas, que ocorrem predominantemente no ambiente doméstico. Para enfrentar essa realidade, o governo lançou o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, uma iniciativa que integra esforços dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Como medida imediata, foi anunciado um mutirão do Ministério da Justiça, em colaboração com os governos estaduais, com o objetivo de prender mais de dois mil agressores de mulheres que se encontram em liberdade. O presidente foi categórico ao afirmar que "violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher", sinalizando a determinação do governo em atuar preventivamente e punir os responsáveis, com a promessa de novas operações.

Iniciativas de Apoio e Empoderamento Econômico

Além das ações diretas de combate à violência, Lula destacou programas sociais e econômicos já em andamento que impactam positivamente a vida das famílias, com foco especial nas mulheres. Entre eles, o programa Pé-de-Meia, que visa à permanência de estudantes na escola, o Gás do Povo, que oferece auxílio para a compra de gás de cozinha, e a isenção do Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil. Outra iniciativa importante mencionada foi o programa de distribuição gratuita de absorventes, que busca garantir dignidade e saúde menstrual para mulheres em situação de vulnerabilidade.

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Em Busca de Mais Equidade no Trabalho: O Fim da Escala 6×1

A pauta trabalhista também esteve presente no pronunciamento, com o presidente abordando a necessidade de revisão da escala de trabalho 6×1. Lula argumentou que essa modalidade, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso, prejudica significativamente a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente as mulheres, que frequentemente enfrentam uma dupla jornada de trabalho remunerado e doméstico. O fim da escala 6×1 é defendido como uma medida que proporcionaria mais tempo para a família, estudos, descanso e lazer, sendo uma das prioridades do governo em diálogo com o Congresso Nacional.

Proteção Digital: A Chegada do ECA Digital

No ambiente digital, o presidente anunciou a iminente entrada em vigor, no dia 17 de março, do Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes (ECA Digital). Essa nova legislação impõe às plataformas digitais a responsabilidade de implementar medidas eficazes para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais ou inadequados, como exploração e abuso sexual, violência física, assédio, intimidação, promoção de jogos de azar e práticas publicitárias predatórias. A regulamentação do ECA Digital está sendo desenvolvida em conjunto por diversos ministérios, reforçando o compromisso do governo em proteger os mais jovens online, além de anunciar novas medidas contra o assédio online para o restante da população ainda em março.

Uma Visão de Futuro para as Mulheres Brasileiras

Ao finalizar seu discurso, o presidente Lula reiterou sua visão de um Brasil que vai além da mera sobrevivência feminina. "O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar", declarou. A série de medidas apresentadas reflete um esforço multifacetado do governo para garantir que as mulheres brasileiras tenham plenas condições de desenvolver seu potencial, livres de violência e com acesso a oportunidades que promovam sua dignidade e bem-estar.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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